Home Últimas Notícias Maior produção no Brasil e superávit global pressionam preços do açúcar
Últimas Notícias

Maior produção no Brasil e superávit global pressionam preços do açúcar

Compartilhar

Os preços internacionais do açúcar recuaram nesta semana e atingiram mínimas de uma semana, pressionados pelo aumento da produção no Brasil, pela desvalorização do real frente ao dólar e por projeções mais elevadas de superávit global para a safra 2025/26. O movimento reforça o viés baixista de curto prazo no mercado, mesmo diante de expectativas de ajuste na oferta nos próximos ciclos.

Dados da UNICA indicam que a produção acumulada de açúcar no Centro-Sul do Brasil na safra 2025/26, até meados de dezembro, alcançou 40,158 milhões de toneladas, alta de 0,9% na comparação anual. O mix também se mostrou mais açucareiro, com 50,91% da cana direcionada à produção de açúcar, ante 48,19% na safra anterior, ampliando a oferta do produto no mercado internacional.

O cenário cambial adicionou pressão adicional às cotações. A desvalorização do real frente ao dólar, com a moeda brasileira atingindo mínima de uma semana, tende a estimular as exportações por parte dos produtores brasileiros, aumentando a competitividade do açúcar nacional no mercado externo e reforçando o viés negativo sobre os preços.

No plano global, a perspectiva de excesso de oferta permanece como um fator relevante. A consultoria Covrig Analytics revisou para cima sua estimativa de superávit global de açúcar na safra 2025/26, elevando a projeção para 4,7 milhões de toneladas, ante 4,1 milhões de toneladas estimadas anteriormente. Para a safra 2026/27, no entanto, a consultoria projeta um superávit menor, de 1,4 milhão de toneladas, refletindo a expectativa de que preços mais baixos desestimulem a produção global.

Apesar da pressão atual, as projeções para a oferta brasileira a partir da próxima safra trazem sinais de ajuste. A Safras & Mercado estima que a produção de açúcar do Brasil na safra 2026/27 recue 3,91%, para 41,8 milhões de toneladas, frente às 43,5 milhões de toneladas esperadas para 2025/26. As exportações brasileiras também devem cair 11% na comparação anual, totalizando 30 milhões de toneladas, o que pode contribuir para um reequilíbrio gradual do mercado.

Na Índia, sinais de aumento da oferta adicionam mais pressão ao mercado internacional. A ISMA informou que a produção de açúcar do país na safra 2025/26, entre 1º de outubro e 31 de dezembro, somou 11,90 milhões de toneladas, avanço de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. A entidade também elevou sua estimativa de produção total para 31 milhões de toneladas, crescimento anual de 18,8%, ao mesmo tempo em que reduziu a projeção de açúcar destinado à produção de etanol para 3,4 milhões de toneladas, abrindo espaço para maior volume exportável.

Com dados da Barchart

Compartilhar

Episódio 36: Sphenophorus: por que o manejo ainda falha?

Episódio 35: Plantas daninhas na cana: como tornar o manejo mais eficiente?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Chuvas do El Niño no Brasil ameaçam o início da próxima safra de açúcar

País é o maior exportador mundial de açúcar, responde por cerca de...

Últimas Notícias

Instituto Mauá testa uso de etanol em motores a diesel

Resultados até agora indicam que biocombustível tem nível equivalente de torque e...

Últimas NotíciasDestaque

Raízen apresenta cenário financeiro com EBITDA de R$ 13,1 bilhões para 2026/27 e aponta desafios para energia

Material atualizado no âmbito da recuperação extrajudicial considera fluxo de caixa operacional...

Últimas Notícias

Etanol de milho levanta polêmica de uso da terra para biocombustível

No Brasil, maior parte da safra vem de área onde já havia...