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Pecege prevê que safra possa fechar em 546,55 milhões de t

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A moagem da safra de cana-de-açúcar 2022/23 do Centro-Sul do País poderá chegar 546,55 milhões de toneladas, número 4,22% maior do que a última temporada, quando o setor sucroenergético moeu 523,44 milhões de toneladas. Os dados são do mais recente levantamento do Pecege, que reajustou os números do levantamento realizado em agosto, quando previa o fechamento da safra com 539,80 milhões de t para a atual temporada.

A produtividade média dos canaviais dessa região deve ficar em 73,13 t/ha, uma alta 7,28% em relação a safra passada, quando o TCH atingiu uma média de 67,80 no Centro-Sul. Para a próxima temporada, 2023/24, a expectativa do Pecege é de uma alta de 4,5%, atingindo 76,60 t/ha.

O ATR total também deve subir, segundo a última estimativa, para cerca de 3,86%, para 77.800, enquanto o ATR médio quase se mantém, a 142,35 kg/t. Seguindo os movimentos vistos nos mercados de açúcar e etanol, o preço do kg do ATR para no Estado de SP recuou durante o mês de agosto, com novas quedas sendo esperadas nos próximos meses. “Nossas
estimativas para encerramento da safra 2022/23 apontam para um recuo nominal de 3,8% ante a safra passada, devendo se reduzir novamente em 2023/24”, afirmaram os especialistas do Pecege em relatório.

O mix de açúcar da atual temporada deve bater 45,51%, seguindo aproximadamente 1% abaixo da safra 2021/22. Com isso, a produção do adoçante deve atingir 33,73 milhões de t, de acordo com o Pecege. “Com o recuo observado na taxa de câmbio durante o mês de agosto, o preço em R$ do açúcar VHP voltou a apresentar uma retração. No mercado internacional, a percepção de excedente de oferta até o encerramento da próxima safra tem aliviado as pressões sobre os preços, que deve encontrar um teto próximo de ¢US$ 18 durante a safra 2023/24”, comentaram os especialistas.

A produção de etanol a partir da cana-de-açúcar deverá atingir 27,61 bilhões de l, com destaque para o etanol hidratado, que teve uma alta de 4,14%, se comparado a temporada anterior, para 17,39 bilhões de litros do total produzido. “O mês de agosto contou com outra queda expressiva no preço do etanol, passando a refletir não só os efeitos das mudanças tributarias, mas também a queda no preço internacional do petróleo. Diante do atual cenário, o biocombustível poderá voltar a ter preços firmes somente em 2023, se houver o retorno dos impostos federais”, disseram.

Em um cenário hipotético, no qual os impostos federais dos combustíveis permaneçam zerados em 2023 e 2024, tanto a
gasolina, como o etanol, oscilariam em patamares inferiores durante todo o período. “Diante desse contexto, o baixo valor de comercialização do biocombustível ocasionaria a uma queda ainda mais acentuada no preço do kg do ATR para as safras 2022/23  e 2023/24 .Destaca-se que neste cenário, a evolução do açúcar se mantem a mesma, de modo que a mudança no preço da matéria-prima ocorre somente via etanol. Todavia, caso ele se concretize, a produção do setor poderia ficar ainda mais inclinada para o açúcar, o que permitiria a novos recuos no preço internacional do adoçante e, consequentemente, tornariam a queda esperada para o ATR ainda maio”, destacaram os analistas.

Por Natália Cherubin

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