Home Últimas Notícias Pesquisadores desenvolvem tecnologia para monitoramento da cana-de-açúcar via folhas
Últimas Notícias

Pesquisadores desenvolvem tecnologia para monitoramento da cana-de-açúcar via folhas

Reprodução: Youtube
Compartilhar

Imagine só uma tecnologia que consegue capturar, via sensor posicionado nas folhas da cana-de-açúcar, se a planta tem disponibilidade de água ou mesmo avaliar, por exemplo, quanto de ATR ela atingiu? Essa é uma tecnologia vem sendo estudada e adaptada para uso em cana-de-açúcar por pesquisadores do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) em parceria com a Universidade Federal do ABC Paulista (UFABC) e da Universidade de Harvard nos Estados Unidos.

Trata-se de um sensor vestível – tecnologia usada nos relógios inteligentes para monitorar alguns sinais e comportamentos do corpo humano – que foi adaptada para plantas e deverá servir para otimização da produção de cana-de-açúcar, ajudando no controle de pragas, por exemplo. A tecnologia foi divulgada no mês de junho e promete entrar para o rol de ferramentas de agricultura de precisão.

O sensor vestível, ao monitorar a planta, consegue fornecer, em tempo real, informações a respeito do conteúdo de água nas folhas bem como da qualidade da planta. Essas informações são enviadas para um dispositivo móvel. Assim, o produtor ou usina de cana consegue prever como será a colheita e tomar providências durante o desenvolvimento das plantas.

A quantidade de água na planta e a existência de pragas nas plantações de cana-de-açúcar são problemas que o agronegócio enfrenta há muito tempo. Hoje, para o monitoramento são utilizadas as imagens de satélite e os drones. Todavia, de acordo com Renato Sousa Lima, pesquisador do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), que integra o CNPEM em entrevista à Agência FAPESP, esse método não é muito preciso, justamente por não conseguir mensurar os níveis de água na planta.

“Os métodos convencionais têm limitações, pois são baseados em sistemas por imagem, satélites e drones. Eles precisam que a planta atacada por uma doença apresente sinais fenotípicos ou indícios visuais para gerar alertas no monitoramento. Em culturas como a da soja, por exemplo, a alteração de coloração pode sinalizar um estágio irreversível de doenças como a ferrugem”, explica Lima.

Como ele funciona na prática?

Além disso, o monitoramento mais eficaz das plantas ainda tem alguns desafios como a criação de um dispositivo leve, resistente ao tempo e aos insetos e não afetar o desenvolvimento das plantas. Pensando nisso, os pesquisadores do CNPEM buscaram a solução e contaram com apoio da Universidade de Harvard e da UFABC.

A invenção dos cientistas de Campinas promete superar os principais desafios do agronegócio quanto ao monitoramento das lavouras. Ou seja, da falta de análise mais eficaz e detalhada das pragas e da qualidade das lavouras.

O aparelho criado em Campinas adota um tipo de eletrodo que é feito a partir da litografia e tem cobertura de níquel em uma fina película. Esse eletrodo recebe um campo elétrico a partir de um capacitor e vai então gerar uma polarização dos íons de nutrientes na água na planta. Assim, os sinais são mensurados por meio de variações de resistência elétrica e impedância, apontando para o nível de hidratação da planta.

Além disso, o equipamento criado usa inteligência artificial para selecionar referências de frequência de monitoramento mais adequadas a cada plantação. O aparelho também estabelece como base as temperaturas entre 20 e 30° C para quantificação da água presente nas folhas. Todos os dados obtidos são mensurados e transmitidos por tecnologia bluetooth a um smartphone.

O aparelho criado pela equipe de pesquisadores tem diversas vantagens como aumento se sensibilidade, grande duração da bateria e resistência. Ademais, ele não interfere no ciclo de vida da planta e registra muito bem as informações, o que vai ajudar muito o agronegócio. Isso rendeu à equipe uma patente, ou seja, o registro de criação inédita no mundo todo.

Como a metodologia para fabricação desses sensores vestíveis já existem e são bem estabelecidos, a escalabilidade para produção em larga escala será relativamente fácil. Todavia, a equipe está em busca de novos investimentos para que a condição comercial se torne viável.

Com informações da Fapesp

Compartilhar

Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas NotíciasMercado

Etanol hidratado registra alta mais intensa em São Paulo com aumento da demanda

Feriado de 12 de outubro impulsionou as negociações, enquanto chuvas dificultaram as...

Últimas Notícias

Zilor obtém certificação internacional para fornecimento ao setor de navegação

Certificação da Unidade São José, em Macatuba (SP), abrange mais de 50...

Últimas NotíciasDestaquePopular

Especial RH: Cuidado! Treinamento pode ser uma fria.

Será que a empresa está preparada para dar terinamento? por Renato Fazzolari...

açúcar
Últimas Notícias

Produção de açúcar no Centro-Sul pode ficar abaixo de 38 mi t em 2026/27, projeta ISO

A produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil pode ficar abaixo...