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Petrobras vende combustível de aviação sustentável produzido com 1% óleo vegetal

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A Petrobras afirmou nesta quarta-feira, 17, que concluiu a produção e a comercialização do primeiro lote de combustível de aviação sustentável, produzido com teor de 1% de óleo vegetal com certificação Corsia, indicando a sustentabilidade ambiental da matéria-prima.

O volume comercializado, de 3,8 milhões de litros, foi obtido por coprocessamento na Refinaria Duque de Caxias (Reduc).

“Este percentual (de óleo vegetal) está alinhado às obrigações instituídas pela Lei Combustível do Futuro para redução de emissões da aviação doméstica para os anos iniciais”, disse a Petrobras.

A partir de 2027, as companhias aéreas terão de adicionar obrigatoriamente alguma parcela do produto renovável ao querosene de aviação fóssil para diminuir a emissão de gases do efeito estufa (GEE) em pelo menos 1%, conforme legislação aprovada em 2024.

Para produzir o lote, a Petrobras adquiriu, da trading Bunge, óleo de soja certificado no Corsia Low Iluc Risk, programa da Organização da Aviação Civil Internacional para limitação das emissões de gases de efeito estufa da aviação.

O lote produzido pela Petrobras foi comercializado com a Vibra, acrescentou a Petrobras.

A iniciativa se soma a outras em curso pela Petrobras nessa área, enquanto o mercado aguarda a publicação de um decreto para regulamentar o mandato do SAF (combustível sustentável de aviação) no Brasil, a partir de regras definidas na Lei Combustível do Futuro, disse à Reuters o gerente executivo de gestão integrada da transição energética da Petrobras, William Nozaki.

Dentre as definições esperadas do decreto estão as diretrizes para que a indústria calcule quais serão os percentuais obrigatórios de conteúdo renovável no combustível de aviação.

Já se sabe que o mandato será definido conforme taxas de descarbonização, e não de percentuais fixos de volumes de conteúdo renovável, como acontece atualmente no Brasil com a mistura de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel.

“Uma das nossas ansiedades com relação à publicação do decreto é porque estará indicada qual matéria-prima descarboniza em que intensidade. E isso é o que vai ajudar a gente a entender qual será esse percentual que terá que ser atendido”, afirmou Nozaki, ao participar de evento do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), nesta quarta-feira.

O executivo também destacou, durante participação em um painel, que qualquer que seja o decreto, a Petrobras apoiará iniciativas para rastreabilidade, certificação e eficiência de preços e fiscal do combustível de aviação sustentável, “para que essa alternativa de transição energética seja também uma alternativa de segurança energética para o país”.

O executivo disse ainda que a Petrobras atende a 92% da demanda de querosene de aviação no Brasil e reiterou que planeja atender a demanda interna de SAF até 2029 com seu produto fabricado a partir da rota do coprocessamento.

A Petrobras entende que poderá atender a demanda inicial a partir de quatro refinarias na região Sudeste. Depois disso, a empresa planeja unidades dedicadas à produção de SAF, por meio de outras rotas.

Atualmente, a companhia já pode produzir SAF por meio de coprocessamento com 1% de conteúdo renovável nas refinarias Reduc (RJ), e Revap (SP), segundo informações em seu plano de negócios para o período de 2026 a 2030.

Além disso, prevê iniciar no segundo semestre de 2026 a produção na Regap (MG), e na Replan (SP), com até 1% e até 5% de conteúdo renovável, respectivamente.

Após 2029, a Petrobras planeja iniciar a produção de SAF em unidades dedicadas, começando pela refinaria RPBC (SP).

Posteriormente, a empresa planeja produzir também no complexo Boaventura, no estado do Rio de Janeiro, e na Replan, ainda conforme o plano de negócios.

Reuters| Roberto Samora e Marta Nogueira

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