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Petróleo despenca mais de 7% e pressiona preços do açúcar no mercado internacional

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Queda do petróleo reduz a competitividade do etanol, enquanto melhora das chuvas na Índia reforça expectativa de maior oferta global de açúcar

Os contratos futuros do açúcar encerraram a segunda-feira (27) em queda nas bolsas internacionais, pressionados principalmente pelo forte recuo do petróleo bruto, que reduz a atratividade da produção de etanol e favorece a destinação de maior volume de cana para a fabricação de açúcar. Ao mesmo tempo, a melhora das condições das chuvas de monção na Índia reforçou as perspectivas de aumento da produção do país, ampliando a pressão sobre as cotações.

Em Nova York, o contrato outubro/26 do açúcar bruto fechou em baixa de 1,29%, cotado a 14,58 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o contrato outubro/26 do açúcar branco negociado em Londres recuou 0,52%, encerrando a US$ 462,20 por tonelada.

O principal fator de pressão foi o mercado de energia. O petróleo WTI registrou queda superior a 7%, movimento que tende a enfraquecer os preços do etanol. Com isso, usinas podem optar por direcionar uma parcela maior da cana para a produção de açúcar, aumentando a oferta da commodity no mercado internacional.

Outro elemento baixista veio da Índia. O Departamento Meteorológico do país informou que o déficit acumulado das chuvas de monção até 27 de julho caiu para 16% abaixo da média histórica, uma melhora significativa em relação ao déficit de 42% registrado no fim de junho. O avanço das precipitações reduz as preocupações com a safra indiana e fortalece as expectativas de maior produção de açúcar.

No início da temporada, o Ministério das Ciências da Terra da Índia chegou a alertar que a monção de 2026 poderia ser a mais fraca em 11 anos. No entanto, as chuvas se recuperaram nas últimas semanas, diminuindo parte do risco para os canaviais.

Apesar do movimento de baixa observado nesta sessão, o mercado segue atento aos riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño. O padrão climático, que voltou a se estabelecer no Oceano Pacífico, pode reduzir as chuvas em importantes regiões produtoras de cana, como Brasil, Índia e Tailândia.

No início de julho, o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (CPC) informou que o El Niño poderá ser um dos mais intensos dos últimos 75 anos. Já o serviço meteorológico indiano revisou sua projeção para a monção de junho a setembro, reduzindo a estimativa de precipitações de 92% para 90% da média de longo prazo, indicando que, embora as condições tenham melhorado, ainda permanecem abaixo do normal.

Assim, o mercado do açúcar continua dividido entre os fundamentos de curto prazo, que apontam para maior oferta, e as incertezas climáticas que ainda podem afetar a produção global nos próximos meses.

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