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Petróleo fecha com alta de mais de 1% e registra maior ganho mensal desde março

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Os preços do petróleo fecharam com alta de mais de US$ 1 por barril nesta sexta-feira, 31, encerrando julho com seus maiores ganhos mensais desde março, à medida que aumentavam as preocupações com os fluxos globais de petróleo devido a relatos do Irã de que alguns petroleiros foram forçados a ⁠voltar no Estreito de Ormuz.

Os contratos futuros do Brent fecharam com ⁠alta de US$ 1,09, ou 1,2%, a US$ 90,12 por barril, enquanto os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA fecharam com alta de US$ 1,08, ou ‌1,3%, a US$ 84,67 por barril.

A guerra no Irã, que começou em 28 de fevereiro, reduziu ‌drasticamente o tráfego pelo Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento vital que antes transportava cerca de um quinto dos suprimentos globais de petróleo e gás natural, interrompendo a produção de milhões de barris por dia no Oriente Médio.

O Irã bloqueou amplamente o tráfego marítimo pelo estreito desde o início do conflito, enquanto seus aliados houthis no Iêmen ‌ameaçaram, neste mês, embarcações que transitavam pelo estreito de Bab el-Mandeb, no extremo sul do Mar Vermelho, colocando em risco uma rota alternativa de exportação utilizada pela Arábia Saudita e outros produtores regionais.

A Guarda Revolucionária ‌do Irã impediu dois petroleiros de transitar pelo Estreito de Ormuz, enquanto outros quatro mudaram de rota, informou a Agência de ‌Notícias Fars.

Dois superpetroleiros que transportavam ‌petróleo carregado no Golfo saíram do estreito nesta sexta-feira, embora o tráfego pela via navegável ⁠tenha permanecido escasso, de acordo com dados de rastreamento de navios da Kpler.

Vinte e nove navios de carga passaram pelo estreito de Bab el-Mandeb na quinta-feira.

“O mercado deixou de negociar com base na guerra e passou a negociar com base nos dados de transporte marítimo”, disse o analista de mercado da SEB Research, Ole Hvalbye.

As negociações entre o Irã e Omã sobre a gestão do estreito continuam, segundo a Agência de Notícias Trabalhista Iraniana, apesar da rejeição de Teerã à proposta de Omã para a gestão conjunta da via navegável.

Reuters| Siddharth Cavale
Com reportagem de Anushree Mukherjee, Sudarshan Varadhan e Ahmad Ghaddar

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