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Preços do açúcar sobem com fortalecimento do real e ajuste técnico de posições vendidas nos mercados futuros

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Os contratos futuros de açúcar encerraram a segunda-feira em alta, impulsionados pelo fortalecimento do real brasileiro frente ao dólar e por um movimento de cobertura de posições vendidas no mercado. O açúcar bruto negociado na Bolsa de Nova York avançou 0,13 centavo de dólar por libra-peso, 0,89%, fechando a 14,72 centavos de dólar por libra-peso. Enquanto o contrato de açúcar branco para março na ICE subiu 2,50 dólares por tonelada, 0,60%, fechando a US$ 422,50.

Segundo informações da Barchart, o real atingiu o maior valor em três semanas frente ao dólar, reduzindo a competitividade imediata do açúcar brasileiro no mercado externo. Esse cenário estimulou operadores que estavam vendidos em contratos futuros a encerrarem parte dessas posições, movimento conhecido como short covering, o que deu suporte adicional às cotações.

A alta desta segunda-feira ocorreu após quedas registradas no final da semana anterior, quando os preços chegaram às mínimas de duas semanas, pressionados por expectativas de maior oferta global. A India Sugar Mill Association (ISMA) informou que a produção de açúcar da Índia entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2025 aumentou 25% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 11,90 milhões de toneladas. A entidade também revisou sua projeção de produção para a safra 2025/26 para 31 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior.

Ao mesmo tempo, a ISMA reduziu sua previsão de utilização de açúcar para produção de etanol para 3,4 milhões de toneladas, após estimar anteriormente 5 milhões de toneladas. Essa mudança pode ampliar a disponibilidade de açúcar para exportação. Autoridades indianas também indicaram que o governo pode autorizar embarques adicionais para reduzir o excedente doméstico, após já ter permitido a exportação de 1,5 milhão de toneladas na temporada 2025/26.

Mesmo com a recuperação observada nesta segunda-feira, o mercado segue atento ao balanço global de oferta, com as expectativas de produção da Índia e os movimentos cambiais permanecendo entre os principais fatores de influência sobre as cotações de curto prazo.

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