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Queda do açúcar se aprofunda com sinalização da Índia e avanço da produção no Brasil

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Os preços do açúcar ampliaram as perdas ao longo da semana e atingiram novos níveis de baixa nos mercados internacionais, pressionados por sinais mais confortáveis de oferta global e pela ausência de restrições às exportações indianas.

O açúcar bruto para maio negociado em ICE US Sugar No.11 fechou em queda de 2,18%, em 13,94 centavos de libra-peso na quinta-feira, 09, enquanto o açúcar branco para maio negociado na ICE em Londres encerrou com baixa de -2,06%.

Na quinta-feira, os contratos do açúcar bruto negociados em ICE US Sugar No.11 recuaram ao menor nível em um mês, enquanto o açúcar branco em ICE London White Sugar No.5 caiu para mínima de três semanas.

O movimento reflete, em grande parte, o impacto das declarações recentes do governo indiano. De acordo com autoridades do país, não há planos para restringir as exportações de açúcar neste ano, o que reduz o risco de redirecionamento da matéria-prima para a produção de etanol, cenário que vinha sendo considerado diante das incertezas no mercado de petróleo.

Além disso, dados mais recentes da produção indiana reforçam o viés baixista. Segundo a federação nacional das cooperativas açucareiras do país, a produção na safra 2025/26, no período de 1º de outubro a 31 de março, avançou 9% na comparação anual, totalizando 27,12 milhões de toneladas.

No Brasil, o cenário também contribui para a pressão sobre os preços. De acordo com dados divulgados pela UNICA, a produção acumulada de açúcar no Centro-Sul na safra 2025/26, entre outubro e meados de março, atingiu 40,25 milhões de toneladas, alta de 0,7% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

O dado mais relevante, no entanto, está no mix produtivo. As usinas aumentaram a destinação de cana para açúcar, com o mix atingindo 50,61%, acima dos 48,08% registrados na safra passada — movimento que amplia a oferta global da commodity.

Apesar da pressão recente, o mercado vinha de um movimento de alta relevante. No início da semana, os preços chegaram a máximas de quase seis meses em Nova York e Londres, impulsionados pela forte valorização do petróleo.

A disparada do petróleo bruto, que atingiu o maior nível em cerca de 3,75 anos no mês anterior, elevou a competitividade do etanol e alimentou expectativas de que usinas ao redor do mundo priorizariam o biocombustível em detrimento do açúcar, reduzindo a oferta do adoçante.

Com a sinalização mais favorável do lado da oferta e a redução dessas preocupações, o mercado volta a se ajustar, com viés de curto prazo mais pressionado para os preços do açúcar.

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