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Raízen faz estreia em green bonds no mercado internacional

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A Raízen quer fechar nesta semana a sua primeira emissão de green bonds no mercado internacional. O tamanho da emissão ainda não foi definido, conforme apresentação a potenciais investidores, mas os títulos devem ter vencimento em dez anos, podendo chegar a 30 anos, dependendo das conversas com investidores.

A empresa quer captar recursos para financiar projetos considerados “verdes” em sua estrutura de dívida ESG (sigla em inglês para ambiental, social e de governança), como produção de etanol de primeira e segunda geração e produção ou compra de cana de açúcar, desde que certificadas com o selo Bonsucro, que atesta práticas sustentáveis.

Projetos para uso de resíduos para a produção de biometano ou ligadas à energia solar também são elegíveis. A eficiência energética também pode ser financiada com a melhoria de plantas de biocombustível ou investimento na cogeração de energia com biomassa.

A companhia informou que parte do dinheiro será usada para a recompra de parte ou totalidade dos seus títulos com vencimento em 2027 e taxa em 5,3% ao ano, totalizando até US$ 725 milhões. Uma operação de recompra desses papéis foi lançada simultaneamente e expira na próxima sexta-feira.

Conforme relatório da agência de classificação de risco S&P Global Ratings, que atribui a nota BBB- à proposta de emissão, a alavancagem da Raízen deve cair de 3,6 vezes em junho de 2023 para 3 vezes no fim desta safra.

Já a Fitch Ratings, que classificou a operação como BBB, espera que a companhia encerre a temporada com um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 14,5 bilhões; para 2024/25, a perspectiva é de R$ 16 bilhões.

A operação está sendo coordenada por Citi, Itaú BBA, JPMorgan e Morgan Stanley. Bank of America (BofA), BNP Paribas, Bradesco BBI e Santander também fazem parte do pool de bancos da emissão.

Essa não é a primeira vez que a Raízen recorre a emissões de dívida sustentável. Há dois anos, a empresa emitiu R$ 1,2 bilhão em debêntures com metas atreladas ao compromisso de, até 2026, obter da certificação Bonsucro para 94% de suas unidades operacionais e de elevar a participação de mulheres em posições de liderança, de 19% para 30%.

Captal Reset/Ilana Cardial com informações adicionais Valor Econômico

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