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Raízen inicia operação de planta de etanol de segunda geração em Guariba (SP)

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A Raízen anunciou nesta quinta-feira, 5, o início da operação da maior usina de etanol 2G do mundo, no parque de bioenergia Bonfim, em Guariba (SP). A planta recebeu investimento de R$ 1,2 bilhão e tem capacidade de produzir 82 milhões de litros por ano.

Esta é a segunda usina de etanol 2G da companhia. A primeira fica no parque de bioenergia Costa Pinto, em Piracicaba (SP), e está em operação desde a safra 2014/15.

Com a nova planta, a capacidade total de produção de etanol de segunda geração da Raízen chega a 114 milhões de litros).

Além disso, segundo informações obtidas pela Reuters, a unidade tem nível de comercialização contratado de 80% sobre sua capacidade.

Quatro usinas

A Raízen já anunciou a instalação de duas novas usinas. A terceira e quarta plantas serão anexas aos parques de bioenergia Univalem, em Valparaíso (SP), e Barra, em Barra Bonita (SP).

Com investimento calculado em cerca de R$ 2 bilhões, cada planta terá capacidade de produção de 82 milhões de litros de etanol por ano, adicionando uma capacidade anual de aproximadamente 164 milhões de litros de biocombustível.

Com isso, a Raízen será a única produtora no mundo a operar quatro plantas de etanol celulósico em escala industrial.

Tecnologia proprietária

A companhia é proprietária da tecnologia que utiliza como insumo o bagaço da cana-de-açúcar, biomassa que é extraída do processamento da cana e produção do etanol de primeira geração e açúcar.

Considerado um biocombustível avançado, o E2G tem potencial para elevar em cerca de 50% a capacidade de produção de etanol da Raízen, sem necessidade de adicionar um hectare de terra e produzindo cada vez mais litros por tonelada de cana.

Além disso, a Raízen aposta no etanol 2G como um produto chave para outros fins além da mobilidade, com soluções para aplicação industrial – como matéria prima para a produção de plástico verde –, e combustíveis de aviação e marítimo.

EPBR

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