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Raízen preservará investimentos em canaviais apesar de crise financeira e corte no capex

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A Raízen, maior processadora global de cana-de-açúcar, está preservando investimentos em plantio e segurança dos canaviais, pois sabe da importância de garantir boas produtividades para a operação, apesar de avaliar cortes em outras áreas não prioritárias, disseram diretores da companhia na sexta-feira, 13.

“Estamos preservando o capex para plantio e segurança das operações; todos os outros investimentos não prioritários que podem ser postergados, estamos avaliando”, disse o diretor de relações com investidores da Raízen, Phillipe Casale, durante teleconferência para comentar os resultados.

A Raízen está no meio de uma turbulência financeira, com dívida elevada, e tem trabalhado em uma restruturação.

A companhia reportou prejuízo líquido no terceiro trimestre da safra 2025/26 de R$ 15,65 bilhões, enquanto a dívida líquida cresceu 43,4%, alcançando R$ 55,3 bilhões, segundo balanço divulgado na noite de quinta-feira.

Mas, nem por isso, investimentos em canaviais serão sacrificados, segundo os executivos.

Mais cedo, o CEO da Raízen, Nelson Gomes, disse aos analistas que os investimentos da Raízen na safra 2025/26 (abril a março) ficariam entre o meio ou a parte baixa do guidance de R$ 9 bilhões a R$ 9,8 bilhões.

“Olhando para o capex ainda em eficiência, a gente deve ter este ano uma redução de aproximadamente R$ 3 bilhões”, disse ele, reforçando que a Raízen está focando nas suas atividades principais – produção de açúcar e etanol e distribuição de combustíveis. Na temporada passada, os investimentos da Raízen somaram R$ 11,9 bilhões.

Questionado por analista se a previsão de corte do capex não seria conservadora, já que até o terceiro trimestre no acumulado da safra a Raízen investiu R$ 5,7 bilhões, Casale explicou que o trimestre final da safra – a ser finalizada em março – tem maior concentração de investimentos em atividades de açúcar e etanol.

No acumulado da temporada 2025/26 até o terceiro trimestre, a Raízen apontou moagem de 70,3 milhões de toneladas, queda de 9,3% na comparação com o mesmo período da safra passada, devido a problemas climáticos que incluíram até geadas, segundo o executivo.

Reuters| Roberto Samora

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