Ainda não se sabe quais produtos o governo americano pretende taxar no chamado “Dia da Libertação”, marcado para 2 de abril, quando Trump promete anunciar novas tarifas no comércio internacional. No entanto, há um consenso entre analistas de que o etanol brasileiro está na mira das medidas.
“O caminho é sempre o diálogo. Mostrando que o nosso etanol é diferente do etanol de milho, tem mais vantagens competitivas, inclusive ambientalmente falando. Então, nós podemos mostrar vantagens competitivas que convençam os americanos da qualidade do nosso etanol”, disse Rodrigues.
O ex-ministro avalia que as tarifas em si não são o maior problema, mas sim o possível efeito cascata e as reações de outros países. “Vamos ver qual é o tamanho do reflexo disso no nível global. Uma coisa é o que o Brasil vai sofrer diretamente no impacto dos Estados Unidos. Mas muito mais importante que isso é como o resto do mundo vai reagir”, ponderou.
Rodrigues ainda elogiou a atuação do governo brasileiro, que tem trabalhado “de forma intensiva” nas negociações com os EUA.
Roberto Rodrigues, engenheiro agrônomo e professor, foi ministro da Agricultura entre 2003 e 2006, no primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
(Matéria adaptada com informações da CNN)