Home Últimas Notícias Safra 2026/27 será de gestão radical de custos e o Headcount precisa estar no radar
Últimas NotíciasDestaqueOpiniãoPopular

Safra 2026/27 será de gestão radical de custos e o Headcount precisa estar no radar

Compartilhar

Estamos caminhando para o fim da safra 25/26 com quebra de produção juntamente com aumento de custos e preços ruins dos nossos produtos. Só não é uma tempestade perfeita porque a safra começou melhor. Mas a próxima parece que será…

Rezemos para que não seja. Mas, além de rezar, precisamos “dançar conforme a música”, ou seja, adaptarmo-nos à esta realidade difícil para todas as usinas canavieiras.

Como não controlamos os preços, resta-nos atuar no custo. Resta-nos reduzir o custo e salvar o caixa das nossas usinas.

Dentre os custos de uma usina, os mais relevantes individualmente são Folha de Pagamento (headcount), Arrendamento de Terras e Diesel, não necessariamente nesta ordem.

Na safra passada, a RPA Consultoria, juntamente com o GERHAI, realizou a primeira pesquisa de headcount de usinas canavieiras com metodologia que possibilita comparar usinas de diferentes moagens, mix de cana de fornecedores, índices de terceirização etc. E o mais importante, definiu os indicadores de headcount ajustado das usinas em separado para os setores Agrícola, de Manutenção de Frota, Industrial e Administrativo.

É um material muito rico para orientar as usinas a identificarem quão enxutas ou inchadas de mão de obra estão e se cabe um ajuste de quadro e especialmente em qual setor cabe este ajuste, considerando o cenário de tempestade perfeita que se avizinha.

Por exemplo, no indicador geral de “toneladas de cana ajustadas por colaborador” das usinas, a média situa-se em 1.631 toneladas/colaborador. O interessante – e intrigante – é que as usinas TOP 20% mais enxutas apresentam o índice de 2.751 toneladas/colaborador, ou seja, 43,7% mais enxutas do que a média do setor. E o mais incrível: as usinas TOP 10% mais enxutas atingem a marca de 3.374 toneladas/colaborador, 53,9% mais enxutas do que a média!

Estes números comprovam que há um importante trabalho a ser feito pelas usinas na avaliação de seus headcounts e que muitas “gorduras” de alto custo podem ser encontradas.

No caso dos índices ajustados das usinas em cada setor (ou área), os seguintes resultados foram encontrados:

  1. Agrícola:
    • Média = 3.306 t/colaborador,
    • TOP 20% = 6.125 t/colaborador (52,4% mais enxutas que a média),
    • TOP 10% = 7.505 t/colaborador (61,2% mais enxutas que a média);
  2. Automotiva:
    • Média = 14.331 t/colaborador,
    • TOP 20% = 23.415 t/colaborador (59,3% mais enxutas que a média),
    • TOP 10% = 28.514 t/colaborador (66,6% mais enxutas que a média);
  3. Industrial:
    • Média = 11.408 t/colaborador,
    • TOP 20% = 23.381 t/colaborador (32,3% mais enxutas que a média),
    • TOP 10% = 31.968 t/colaborador (50,4% mais enxutas que a média);
  4. Administrativo:
    • Média = 19.826 t/colaborador,
    • TOP 20% = 31.960 t/colaborador (52,5% mais enxutas que a média),
    • TOP 10% = 34.855 t/colaborador (56,4% mais enxutas que a média).

E os achados da pesquisa não pararam por aí. Descobrimos que a participação média de colaboradores por setor é a seguinte:

 

Além disso, enquanto os colaboradores de função Operacional representam 93,4% do quadro, os de Suporte (ou Apoio) totalizam 5,0% e os de Comando, 1,6%.

Finalmente, identificou-se outra característica importante: as usinas canavieiras diminuem seus quadros na entressafra em 15%.

Realmente tem muito dinheiro na mesa quando se fala de mão de obra nas usinas canavieiras. Não protele a avaliação do headcount de sua usina para quando for tarde demais. E se precisar de ajuda, consulte a RPA Consultoria.

*Ricardo Pinto é engenheiro agrícola (Unicamp), mestrado em Agronomia na ESALQ/USP e doutorando na Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp e CEO da RPA Consultoria 

As opiniões expressas nos artigos são de responsabilidade de seus respectivos autores e não correspondem, obrigatoriamente, ao ponto de vista da RPAnews. A plataforma valoriza a pluralidade de ideias e o diálogo construtivo.
Compartilhar

Episódio 26: Manejo de plantas daninhas em cana: por que começar antes faz toda a diferença?

Episódio 25: Bioenergia sem limites: o futuro da cana além do açúcar e do etanol

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Governo, no momento adequado, saberá como implementar lei da reciprocidade, diz Alckmin

Executivo anunciou que haverá recalibragem do chamado plano Brasil Soberano, que prevê...

Últimas NotíciasDestaque

Cocal amplia moagem para 8,6 milhões de t, mas lucro cai 48,5% na safra 2025/26

Companhia registra recuperação da produtividade agrícola, amplia a produção de etanol e...

Últimas Notícias

Moody’s rebaixa Cosan após crise na Raízen e mantém perspectiva negativa

Decisão foi influenciada pelos impactos da reestruturação da Raízen e redução nos...

Últimas NotíciasDestaque

Portugal e Brasil buscam investidores para usinas de combustíveis sustentáveis

Portugal e o Brasil estão buscando atrair investidores brasileiros para construir uma...