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Shell avança em plano de produzir biocombustível a partir de agave

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Empresa assinou parceria com o Senai Cimatec para programa que usa a planta como fonte para etanol, biogás e outros produtos

A Shell assinou nesta quinta-feira, 13, uma parceria com o Senai Cimatec para iniciar a segunda fase do programa de desenvolvimento de agave no Brasil (Brave, na sigla em inglês). A iniciativa pretende usar a planta que serve de matéria-prima para a produção de tequila como fonte de biomassa para a produção de etanol, biogás e outros produtos no sertão nordestino.

A assinatura ocorreu em Conceição do Coité, município baiano produtor de sisal, fibra natural produzida a partir do agave. Segundo a petroleira, serão construídas plantas-piloto para validar o escalonamento dos processos dentro do Senai Cimatec Park, em Salvador.

“A nova etapa do Brave prevê o desenvolvimento de tecnologias de mecanização para o plantio e a colheita (Brave Mec) e de processamento de diferentes espécies de agave (Brave Ind). Ambas as frentes de atuação vão correr simultaneamente, ao longo de cinco anos”, informou a Shell em nota.

Com investimento de aproximadamente de R$ 100 milhões, o Brave é financiado pela Shell Brasil com recursos da cláusula de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na primeira fase de pesquisas de desenvolvimento, a Shell teve parceria com a Unicamp, e conta também com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

“Dentro da estratégia da Shell ‘Impulsionando o Progresso’ temos quatro pilares: gerar valor para acionistas, impulsionar vidas, respeitar a natureza e zerar emissões líquidas de carbono, e o Brave consegue entregar resultados em todos os pilares. É um projeto realmente diferenciado, inovador e transformacional”, disse o gerente de tecnologia de baixo carbono da Shell Brasil, Alexandre Breda.

Atualmente, a Shell Brasil investe cerca de R$ 600 milhões em projetos de pesquisa e desenvolvimento no país, sendo 30% dessa verba destinada a iniciativas para a transição energética, como é o caso do programa Brave, informou a companhia.

“A nossa intenção é utilizar 100% do potencial do agave, não só a fibra do sisal, para obter etanol de primeira e segunda gerações, visando a implantação de uma nova cadeia de negócios”, explica o gerente executivo do Senai Cimatec, André Oliveira.

Informações do Estado de S.Paulo

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