Home Últimas Notícias Shell investirá R$ 3,5 bilhões na Raízen e espera aporte igual da Cosan, diz CEO no Brasil
Últimas Notícias

Shell investirá R$ 3,5 bilhões na Raízen e espera aporte igual da Cosan, diz CEO no Brasil

Compartilhar

Joint venture entre as duas empresas é uma das maiores produtoras de etanol do mundo e busca novos financiamentos; credores argumentam que a injeção de capital proposta é insuficiente, dada a escala da alavancagem

A Shell se comprometeu a injetar R$ 3,5 bilhões na Raízen, uma joint venture que tem em parceria com a Cosan. A empresa também espera que a Cosan invista uma quantia igual na Raízen, disse o CEO da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, em uma entrevista coletiva no Rio de Janeiro.

A Bloomberg News havia informado no final do mês passado que as empresas estavam em negociações avançadas para injetar novo capital na joint venture em dificuldades.

“As negociações continuam ativas com o objetivo de encontrar uma solução estrutural e de longo prazo para a Raízen que seja consistente com as restrições de cada um dos atores envolvidos”, disse Pinto da Costa.

A Raízen, uma das maiores produtoras de etanol do mundo, está em busca de novos financiamentos depois de ter sido pressionada por altas taxas de juros, colheitas mais fracas do que o esperado e uma série de investimentos que ainda não geraram retornos significativos. Sua classificação de crédito foi reduzida, e os títulos despencaram com a deterioração de sua situação financeira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve envolvimento direto nas discussões sobre a Raízen, ressaltando os riscos políticos e econômicos que envolvem a crescente dificuldade financeira da empresa.

O governo tem se preocupado cada vez mais com o fato de que uma reestruturação desordenada poderia abalar os mercados de crédito e prejudicar a confiança dos investidores em um momento delicado para a maior economia da América Latina.

No centro das negociações estão os acionistas da Raízen – Cosan e Shell – juntamente com o Banco BTG Pactual, que propôs investir no braço de distribuição de combustível da empresa como parte de uma reestruturação mais ampla, informou a Bloomberg News em fevereiro.

Os credores, no entanto, recuaram, argumentando que a injeção de capital proposta é insuficiente, dada a escala da alavancagem da Raízen e a deterioração do perfil de crédito.

Alguns detentores de títulos e bancos pediram um aumento de capital substancialmente maior, de cerca de R$ 25 bilhões, alegando que a Shell e a Cosan têm capacidade financeira para contribuir mais após anos de pagamento de dividendos.

Bloomberg|Mariana Durao e Rachel Gamarski

Compartilhar

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas NotíciasDestaqueOpinião

Manejo estratégico do canavial garante maior produção e amplia a longevidade da soqueira

O setor canavieiro brasileiro vive um momento de grandes oportunidades, mas também...

Últimas Notícias

Brasil pode ganhar com fim de restrição do etanol na gasolina nos EUA, diz StoneX

Uma mudança na legislação dos Estados Unidos pode ajudar a redesenhar o...

Últimas Notícias

Senadores veem enrolação do governo em projeto das dívidas rurais

A nova tentativa do governo de buscar convergência em relação ao projeto da renegociação...

Últimas Notícias

Coruripe registra EBITDA ajustado de R$ 1,94 bilhão no acumulado até abril de 2026

A Usina Coruripe registrou EBITDA ajustado de R$ 1,94 bilhão no acumulado...