Especialista finlandês abordará os desafios e a importância da medição de umidade no biogás, visando aumentar a confiabilidade dos sistemas e atender às exigências para o aproveitamento energético do combustível renovável
O crescimento acelerado da produção de biogás e biometano no Brasil tem ampliado a necessidade de tecnologias capazes de garantir maior eficiência operacional, segurança dos processos e qualidade do combustível renovável. Com mais de 1.600 plantas de biogás em operação e novos investimentos impulsionados pela Lei do Combustível do Futuro, o setor vive um momento de forte expansão, aumentando também a demanda por soluções de monitoramento de alta precisão.
Para contribuir com a discussão sobre esse cenário, a Vaisala participa do 13º Fórum do Biogás (ABiogás – Associação Brasileira do Biogás e do Biometano), que acontece nos dias 11 e 12 de agosto, no São Paulo Expo. Considerado o maior evento da América Latina dedicado ao segmento, o encontro reunirá especialistas, empresas, investidores e representantes do poder público para discutir os rumos do mercado e os desafios da transição energética.
Um dos destaques da programação será a palestra do especialista finlandês Antti Heikkilä, no dia 11 de agosto, na Arena do Fórum. Referência internacional em tecnologias de medição para biogás, o executivo abordará a importância da medição contínua de umidade nas etapas de secagem e filtração do biogás bruto, incluindo os processos de remoção de sulfeto de hidrogênio (H₂S).

Durante a apresentação, Heikkilä mostrará como o monitoramento contínuo ajuda a evitar condensação em compressores, melhora o controle do processo de upgrading — responsável pela conversão do biogás em biometano — e torna mais rápidas e confiáveis as análises da qualidade do combustível, em comparação aos métodos convencionais de cromatografia gasosa.
Cenário Brasileiro
A responsável pelos segmentos de Power e Descarbonização Industrial da Vaisala no Brasil e Cone Sul da América Latina, Stephanny Maciel, destaca que o avanço do setor exige medições cada vez mais confiáveis para garantir a eficiência das plantas.
“O mercado brasileiro vive um momento de expansão acelerada, impulsionado por novos projetos de biometano, investimentos e avanços regulatórios. Nesse contexto, medições precisas de umidade e de outros parâmetros críticos são fundamentais para otimizar processos, reduzir custos operacionais, proteger equipamentos e assegurar a qualidade do gás produzido”, afirma.

Segundo Stephanny, a adoção de tecnologias adequadas é um dos fatores que permitirá que o crescimento do setor ocorra de forma sustentável e economicamente viável. “Além de aumentar a eficiência operacional e a qualidade do biometano, essas soluções reduzem riscos ambientais e regulatórios, aspectos cada vez mais importantes em um mercado que se profissionaliza rapidamente. Empresas que investem em tecnologias capazes de tornar as plantas mais eficientes, confiáveis e escaláveis estarão mais preparadas para liderar essa transformação energética.”
Durante o 13º Fórum do Biogás, a Vaisala apresentará ao mercado brasileiro a importância de medições contínuas e confiáveis para aumentar a eficiência da cadeia de biogás e biometano, reduzir perdas, proteger equipamentos e contribuir para a consolidação de um modelo energético mais limpo, seguro e competitivo.
No estande da empresa, especialistas vão apresentar tecnologias desenvolvidas para monitorar continuamente parâmetros críticos ao longo da cadeia de produção do biogás e do biometano, contribuindo para maior disponibilidade operacional, eficiência energética, proteção de equipamentos e conformidade regulatória.
Sustentabilidade e tecnologia
O diretor executivo da ABiogás (Associação Brasileira do Biogás e do Biometano), Tiago Santovito, explica também que, fazer uso de tecnologias que ajudem a alcançar todo potencial brasileiro do biometano, significa garantir a redução de até cinco vezes a importação de gás natural, GLP e diesel.
“E ainda uma segurança energética, com intensa redução da dependência de combustíveis fósseis, promovendo a descarbonização de setores intensivos em energia”, destaca o executivo. “E na cadeia do biogás, além da promoção da economia circular, é a possibilidade de gerar milhares de emprego e investimentos de até de R$ 350 bilhões no País”, acrescenta.


