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Tereza Cristina e Roberto Rodrigues criticam Plano Clima: “É um desastre”

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Segundo os ex-ministros, proposta penaliza a agropecuária brasileira; Senado articula para que Plano Clima seja aprovado pelo Congresso

A senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (Progressistas-MS), afirmou nesta quarta-feira, 22, que o Plano Clima – que define as estratégias e ações do Brasil contra as mudanças climáticas – “é um desastre”. A fala ocorreu durante painel no 10º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA).

Segundo Tereza Cristina, da forma como está proposto, o plano penaliza a agropecuária brasileira. Porém, movimentos contra a proposta estão sendo articulados. “Nós estamos tentando agora fazer um projeto de lei para que ele [Plano Clima] seja aprovado pelo Congresso pelo menos por uma ou duas comissões”, afirmou.

De acordo com ela, a ação se faz necessária para que governos, pessoas ou instituições não assumam o controle de algo que, mais tarde, pode trazer grandes prejuízos para o país. “E esse plano clima que está aí posto é muito ruim para a agricultura e a pecuária brasileira”, enfatizou.

No mesmo coro, o ex-ministro da Agricultura e enviado especial do setor para a COP 30, Roberto Rodrigues, também criticou o texto. Conforme Rodrigues, o governo fez “uma coisa absurda” que foi colocar “nas costas da agricultura as emissões determinadas por desmatamento ilegal”.

“Isso é uma vergonha. O governo quer jogar nas costas da agricultura coisas que criminosos fizeram. Tem que organizar isso”, acrescentou.

Conforme o Agro Estadão noticiou, descontentes com a proposta do Plano Clima, entidades do agronegócio se articulam para barrar o avanço do texto. Além disso, em agosto, o governo federal admitiu falhas na proposta e possível mudança no documento.

Licenciamento ambiental

Na ocasião, a senadora Tereza Cristina reforçou o trabalho dos parlamentares do setor para barrar os vetos do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, ao projeto de licenciamento ambiental. “Estamos agora em uma batalha para derrubar esse veto”, disse.

Ela mencionou ainda os outros dois textos enviados pelo governo ao Congresso, sendo um deles, o da Medida Provisória que debate o licenciamento “de grande porte”. “É um dispositivo que eu, como relatora, coloquei na lei, que eu acho importante, porque quando a gente faz uma lei, a gente não faz para este governo, a gente faz para o país”, afirmou.

Ela ainda seguiu: “Agora, nós estamos de novo fazendo outro PL, outra medida provisória, então o licenciamento ambiental ainda não acabou e esse é um projeto importantíssimo para todos os segmentos dos setores produtivos do Brasil”.

O Estado de S.Paulo\ Sabrina Nascimento

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