Home Destaque Usina deve dividir R$ 8 milhões do faturamento com produtores
DestaqueUsinas

Usina deve dividir R$ 8 milhões do faturamento com produtores

Compartilhar

Em plena crise pelo coronavírus, usina cooperativa decidiu a dividir receita de R$ 8 milhões de reais com produtores de cana. A decisão será tomada em assembleia na AFCP (Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco) na segunda-feira (15) e, se aprovada, a usina cooperativada pagará o maior valor pela cana já pago no país.

Os 1,7 mil cooperados da usina (Timbaúba – filial) e da unidade de insumos (Recife – matriz) da Coaf decidirão durante assembleia presencial (com transmissão online) sobre a distribuição das sobras financeiras de quase R$ 8 milhões do exercício 2019, sendo cerca de R$ 7,8 milhões da usina e R$ 200 mil da matriz.

Se for aprovada pelos agricultores, os cerca de R$ 7,8 milhões serão repartidos entre eles de forma proporcional à quantidade de cana fornecida na última safra. Os outros R$ 200 mil de sobras relativos à matriz, serão distribuídos pelo critério de compra de insumo na unidade, que fica na sede da AFCP.

A partilha dos R$ 7,8 milhões será calculada pela tonelada de cana fornecida para a usina Coaf. Receberão R$ 9,10 por tonelada. O valor se soma aos R$ 30 médios de bonificação pagos ao produtor durante a safra.

De acordo com o presidente da AFCP, ao todo serão quase R$ 40 de bônus, além do pagamento de uma das melhores ATR (índice que calcula o valor da cana) dentre as usinas de PE.

O ATR médio foi de R$ 11,91 por t. O preço médio da cana foi de R$ 94,50. Somado com a partilha das sobras da Coaf, o preço médio por tonelada da cana na safra ficará em R$ 145,51. Com isso, a cooperativa será a usina que melhor remunerou pela cana do fornecedor em todo o Brasil.

“Em apenas cinco safras, a Coaf mostra eficiência e produtividade, mas também valoriza a cana do fornecedor independente com justiça social entre os participantes dessa cadeia econômica”, realça Andrade Lima.

Na última safra, por exemplo, a usina cooperativada ampliou em 25,7% a sua moagem de cana. Esmagou 845 mil t. Também cresceu em quase 30% a fabricação de etanol, atingindo o patamar de 73,5 milhões de l. Vendeu 60 mil toneladas de bagaço de cana. Também produziu 7,7 milhões de l de cachaça. Além disso, a Coaf ainda diversificou o seu mix com a produção de itens como álcool em gel e o 70° para atender as necessidades da pandemia do coronavírus.

Compartilhar

Episódio 36: Sphenophorus: por que o manejo ainda falha?

Episódio 35: Plantas daninhas na cana: como tornar o manejo mais eficiente?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas NotíciasDestaque

Biometano nas usinas: aproveitamento da torta de filtro e do digestato pode ampliar ganhos no campo

Segundo Ricardo Pinto, da RPA Consultoria, viabilidade dos projetos depende também da...

Últimas NotíciasDestaque

Raízen apresenta cenário financeiro com EBITDA de R$ 13,1 bilhões para 2026/27 e aponta desafios para energia

Material atualizado no âmbito da recuperação extrajudicial considera fluxo de caixa operacional...

Últimas NotíciasDestaqueOpiniãoPopular

Especial RH: Relacionamento: organizacional x pessoal

Onde pode estar a origem do bom ou mau relacionamento entre as...

Últimas NotíciasAgrícolaDestaquePopularPublieditorial

Sensores de temperatura antecipam risco de incêndio em colhedoras de cana

Com a colheita quase toda mecanizada, monitorar a temperatura das máquinas de...