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Usinas de Alagoas avançam na venda direta de etanol

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Caeté quer chegar a 10 postos próprios em Alagoas; Cooperativa Pindorama também comercializa diretamente parte do etanol que produz

O etanol tem competitividade para o abastecimento de veículos em diversos estados do país. Em Alagoas – onde o biocombustível custava, em média, 74,7% do preço da gasolina na semana passada –, a usina Caeté está ampliando um projeto com abertura de postos de combustíveis pelo estado para comercializar o etanol produzido por suas usinas. A expectativa é chegar a 10 postos até o final de 2026.

A Caeté inaugurou em agosto seu terceiro posto de combustíveis na cidade de Palmeira dos Índios, no agreste alagoano, e busca ampliar a presença da rede pelo interior do estado com o diferencial de comercializar etanol diretamente ao consumidor final. As cidades de Delmiro Gouveia e São Miguel dos Campos já contavam com unidades. As próximas inaugurações previstas são Arapiraca e Penedo.

Segundo a companhia, o grupo Carlos Lyra tem buscado atender moradores da região e motoristas que trafegam pelos principais corredores rodoviários que cortam o agreste alagoano. A estratégia também leva em conta o destaque que o etanol tem ganhado como opção para abastecimento de veículos a combustão frente à gasolina, que tem enfrentado sucessivos aumentos no valor.

A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que aumentou por 180 dias o percentual do combustível presente na gasolina para 32% também é um fator que tem motivado as usinas a produzirem mais etanol para abastecer o mercado nacional.

Na última safra, a Caeté fabricou 48,5 milhões de litros de etanol e ampliou em 33% o total produzido na comparação com a safra 2024/25. Naquele ciclo, as usinas do grupo em Alagoas produziram 36,4 milhões de litros de etanol.

O analista comercial Rogério Caires, responsável pela coordenação da rede de postos Caeté, disse que a inauguração em Palmeira dos Índios representa mais uma etapa de um projeto que une expansão da rede e valorização do etanol.

“Chegar à Palmeira dos Índios é mais um passo importante dentro do projeto que estamos construindo. Temos a oportunidade de disponibilizar diretamente ao consumidor o etanol produzido pela usina, aproximando a nossa produção de quem está na ponta e ampliando o acesso a esse combustível”, afirmou.

Por sua vez, a Cooperativa Pindorama mantém a alguns anos um posto de combustível que fica na entrada do escritório central, no distrito de Pindorama. A unidade comercializa etanol produzido na usina, gasolina e diesel adquiridos de distribuidores.

Desde 2022, a cooperativa também vende a outros postos de combustíveis sem a necessidade do intermédio de distribuidoras. A venda direta também permitiu que o próprio posto da Pindorama fosse beneficiado com a redução no preço; anteriormente, o combustível saía da usina, passava pela distribuidora e retornava ao posto.

A cooperativa quer ampliar a produção de etanol nesta safra, tanto proveniente da cana-de-açúcar, quanto do milho. Atualmente, a Pindorama é a única unidade do estado que produz etanol a partir do cereal.

Em entrevista ao Movimento Econômico no dia 21 de agosto, o presidente da Pindorama, Klécio dos Santos, disse que a expectativa é dobrar a produção de etanol de milho e chegar a 40 milhões de litros de combustível, além de chegar a 45 milhões de litros de etanol produzidos a partir da cana.

Movimento Econômico| Vanessa Siqueira

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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

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