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Usinas estão entrando no modo “sobrevivência”, de novo!

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Preço de açúcar abaixo de 16 cents por libra e de etanol hidratado não passando de R$ 2,85 por litro, custos de produção subindo 8% ao ano… As usinas canavieiras estão entrando numa fase de sobrevivência, sobrevivência para esperar por dias melhores, digo, safras melhores no futuro. Isso porque esta safra, 25/26, e a próxima, 26/27, não devem ser diferentes do momento em que estamos…

Sim, o que nos resta a fazer é sobreviver. Mas sobreviver não quer dizer fingir que estamos cortando custos e, na realidade, só estarmos tentando apagar incêndio com copo d´água.

O fato de termos mais de 36 safras nas costas atuando com usinas brasileiras e do resto do mundo nos dá uma grande experiência, especialmente por já termos vivenciado períodos assim em 2008/2009, 2015/2016, 2018/2019 e 2019/2020, isso só para citar os últimos 17 anos.

Muitas usinas falharam nestes períodos, várias pediram recuperação judicial… Mas outras se saíram bem e, como todos sabemos, depois da tempestade sempre vem a bonança. É crucial saber como entrar realmente no modo “Sobrevivência” o mais rápido possível, sem enganações como cortar cafezinho. Porém também é importantíssimo que, ao sair do modo “Sobrevivência”, a usina esteja pronta para ganhar dinheiro na próxima bonança, afinal sempre haverá um período de vacas gordas depois das vacas magras.

Infelizmente não basta a planilha Excel para isso. Há que se ter muito conhecimento e experiência não só nas decisões certas a serem tomadas, como também nas erradas a serem evitadas, para não conduzir mais usinas para a Recuperação Judicial ou para a venda.

Vale lembrar que maior parte dos custos está na área agrícola, mais de 80% deles. Então é lá também que está o maior potencial para salvar uma usina. Cuidado para não esperar demais até se dar conta do grave período em que nosso setor acabou de entrar. Só a RPA Consultoria sabe colocar sua usina no modo “Sobrevivência” e garantir que ela esteja pronta para um futuro promissor na próxima bonança. Afinal, um dia ela virá.

*Ricardo Pinto é engenheiro engenheiro agrícola (Unicamp), mestrado em Agronomia na ESALQ/USP e doutorando na Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp e CEO da RPA Consultoria 

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