A Zilor Energia e Alimentos divulgou ontem, 28, os resultados do primeiro trimestre da safra 2025/26, encerrado em 30 de junho de 2025. Segundo o relatório da companhia, a receita líquida consolidada somou R$ 853,3 milhões, um crescimento de 27,6% em relação ao mesmo período da safra anterior. O lucro líquido mais que triplicou, alcançando R$ 242,7 milhões, frente aos R$ 65,0 milhões registrados em 1T25.
A moagem de cana da Zilor somou 4,2 milhões de toneladas no 1T26, alta de 5,2% frente ao mesmo período da safra anterior, apoiada principalmente pela entrada em operação da Unidade Salto Botelho (USB). Segundo o relatório, as condições climáticas instáveis — com chuvas em abril e junho e seca em maio — provocaram atrasos na colheita, mas não comprometeram o desempenho. A produtividade agrícola também mostrou avanço, com TCH de 90,1 toneladas por hectare (+1,6%), resultado do uso ampliado de fertirrigação, automação e tecnologias de campo, embora o ATR tenha recuado 3,2%, refletindo o impacto climático sobre a qualidade da matéria-prima.
Em mensagem aos acionistas, o CEO da Zilor, André Inserra disse que a ampliação da área de fertirrigação, que passou a atingir regiões antes não contempladas, somadas a automação e tecnologia de campo utilizadas para melhorar o controle das operações, como a ampliação do COA (Centro de Operações Agrícolas), tem contribuído para melhoria de gestão de processos. “Essa evolução reforça nosso compromisso com o uso eficiente de recursos e com práticas agrícolas sustentáveis, contribuindo para a produtividade e a longevidade dos nossos canaviais.”
Na produção, o destaque foi o açúcar, que totalizou 230,9 mil toneladas (+5,3%), puxado pelo avanço do açúcar bruto, com alta de 37,5%. Já o etanol ficou estável em 171,2 mil m³, com mudança de perfil: queda de 27% no anidro e alta de 54,6% no hidratado. A exportação de energia elétrica renovável alcançou 255,2 mil MWh, um salto de 18,8% sobre o ano anterior.
Do lado financeiro, o EBITDA ajustado somou R$ 289,1 milhões, avanço de 32,3%, com margem de 33,9%. O EBIT ajustado foi de R$ 48,8 milhões, crescimento de 71,9% frente ao 1T25. De acordo com o relatório, a venda da Biorigin, concluída em maio, também contribuiu para reforçar o caixa e reduzir a alavancagem, que fechou junho em 1,45x Dívida Líquida/EBITDA, ante 1,89x no ano anterior.
Inserra destacou que o trimestre foi marcado por desafios climáticos, mas também pela expansão operacional e ganhos de produtividade. “Tivemos um clima instável no período que exigiu resiliência e agilidade da nossa operação. Ainda assim, a moagem total superou o volume registrado no 1T25, impulsionada pela entrada em operação da Unidade Salto Botelho”, afirmou.
Inserra ressaltou ainda a disciplina na gestão de custos e o foco em margens: “Esses resultados refletem a nossa disciplina por gestão de custos e priorização de produtos com melhores margens, somados à contribuição da entrada da Unidade Salto Botelho”.
Com quatro unidades industriais em São Paulo e capacidade de moagem de 13,8 milhões de toneladas por safra, a Zilor segue entre as maiores produtoras do país. Para a safra 2025/26, a companhia reforçou seu compromisso com crescimento sustentável, inovação e geração de valor aos stakeholders.
Natália Cherubin para RPAnews