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Os preços do açúcar terminam em alta com fraqueza do dólar estimulando a cobertura de posições vendidas

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Os preços do açúcar registraram ganhos moderados na quinta-feira, já que um dólar mais fraco  desencadeou a cobertura de short em futuros de açúcar. O contrato do açúcar bruto com vencimento em março subiu 2,2%, para 18,41 centavos de dólar por libra-peso, depois de atingir uma mínima de 4,5 meses, de 17,92 centavos de dólar na quarta-feira. Já o contrato de açúcar branco com vencimento em março fechou em alta de US$ 12,50, ou 2,6%, a US$ 485 por tonelada, depois de atingir uma mínima de US$ 470,50 por tonelada na quarta-feira, o nível mais fraco desde setembro de 2021.

Uma posição curta excessiva por fundos em açúcar de Londres pode alimentar qualquer recuperação de cobertura de short. O relatório semanal Commitment of Traders (COT) da última sexta-feira mostrou que os fundos aumentaram sua posição líquida curta de açúcar de Londres em 2.322 na semana que terminou em 7 de janeiro para uma alta de 5 anos de 2.515 posições líquidas curtas.

De acordo com análise da Barchart, os preços do açúcar têm apresentado tendência de queda nos últimos três meses e, na quarta-feira, o açúcar de NY registrou uma baixa de 4-3/4 meses nos futuros mais próximos, e o açúcar de Londres registrou uma baixa de 3-1/3 anos em uma perspectiva melhorada de fornecimento de açúcar.

A Índia pode permitir exportações de açúcar se houver um excedente, uma vez que os requisitos de mistura de etanol doméstico sejam atendidos. O governo indiano atualmente estima um excedente de açúcar de cerca de 1 milhão nesta temporada. Segundo apuração da Reuters, as ações das usinas de açúcar indianas subiram após relatos de que o governo está se preparando para uma decisão final sobre os aumentos de preços propostos para o etanol.

Com informações da Barchart e Reuters
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Campanha reforça ações integradas com foco em segurança, meio ambiente e eficiência operacional A Raízen anunciou o lançamento de sua estratégia integrada de prevenção e combate a incêndios para a safra 2026/27, diante da aproximação do período seco e da possibilidade de eventos climáticos extremos. A iniciativa, que passa a vigorar a partir de maio, é estruturada por meio da campanha “Quem Ama a Terra, Não Chama o Fogo” e tem como base a integração entre segurança, preservação ambiental e eficiência operacional. A companhia informa que o tema permanece como prioridade para a nova safra, com investimentos direcionados a pessoas, tecnologias e equipamentos. A campanha reúne diversas frentes de atuação coordenadas, incluindo plano de mídia, realização de carreatas e blitz educativas, ações pedagógicas em escolas, iniciativas de relações públicas e reforço da comunicação interna. De acordo com Hamilton Jordão, gerente corporativo de Operações Agrícolas da Raízen, a antecipação do período seco tem exigido intensificação das ações preventivas. Segundo ele, a prevenção de incêndios é tratada como um dos pilares das práticas no campo, com integração entre eficiência operacional e relacionamento com as comunidades do entorno. A estrutura de resposta a incêndios da companhia inclui monitoramento 24 horas com uso de satélites, sensores e softwares de inteligência, além de previsões meteorológicas e treinamentos de brigadas. Para a safra 2026/27, teve início a instalação de câmeras de alta precisão na unidade Barra, que utilizam inteligência artificial para prever e mitigar riscos antes mesmo do surgimento de focos de incêndio. O trabalho preventivo abrange o monitoramento de mais de 430 mil hectares de cana-de-açúcar. Segundo Jordão, a segurança da comunidade e a integridade das operações demandam atuação conjunta entre equipes, parceiros e sociedade, com foco na continuidade e sustentabilidade das atividades. Para a campanha deste ano, a Raízen contará com uma frota de 238 veículos de brigada, sendo 206 caminhões-pipa e 32 Veículos de Intervenção Rápida (VIR), além de um contingente de mais de 600 brigadistas dedicados e cerca de 1.300 colaboradores treinados para suporte. A companhia também atua em parceria com Corpo de Bombeiros, polícias Rodoviária e Ambiental, prefeituras, associações, fornecedores de cana e empresas parceiras, promovendo treinamentos e campanhas educativas com foco na prevenção de incêndios. Como parte das ações de combate, a Raízen disponibiliza a Central Contra Incêndios pelo telefone 0800 770 22 33, canal voltado ao reporte imediato de ocorrências em canaviais, além da orientação para acionamento do Corpo de Bombeiros pelo número 193. Entre os principais fatores que contribuem para o surgimento e a propagação de incêndios estão o descarte de bitucas de cigarro em estradas, fogueiras, soltura de balões, rituais religiosos em áreas abertas, limpeza de terrenos em regiões próximas a cidades e rodovias, além de incêndios criminosos. Condições climáticas como tempo seco, altas temperaturas e ventos intensos também ampliam o risco de propagação do fogo. Em relação às práticas agrícolas, a empresa destaca que atua em conformidade com o “Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde” e informa que não utiliza o fogo em nenhuma etapa de seus processos. A queima da palha da cana-de-açúcar foi eliminada há anos nas áreas de atuação da companhia, com adoção exclusiva de colheita mecanizada, sem envolvimento com focos de incêndio ou práticas de queimadas em suas operações no campo.

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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