Vagalume foi desenvolvida pelo IFTM ao longo de 15 meses e utiliza fontes renováveis de energia para operar no canavial
Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores e estudantes do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) utiliza luz artificial durante o período noturno para estimular o desenvolvimento da cana-de-açúcar. Batizada de Vagalume, a máquina é autopropulsada, utiliza fontes renováveis de energia e, segundo os responsáveis pelo projeto, tem potencial para elevar entre 10% e 20% a produtividade da cultura.
O equipamento é a primeira máquina agrícola projetada e construída no âmbito do IFTM a ser apresentada ao mercado agropecuário em um evento comercial. O desenvolvimento ocorreu ao longo de 15 meses, por meio de um projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) conduzido por pesquisadores e estudantes da instituição.
A iniciativa foi desenvolvida por meio da Unidade EMBRAPII IFTM Soluções Agroalimentares, com financiamento da EMBRAPII e em parceria com a empresa Soriano Gestão e Projetos LTDA.
A proposta surgiu a partir de uma demanda do setor sucroenergético por alternativas capazes de aumentar a produtividade e a competitividade da cana-de-açúcar sem elevar proporcionalmente o consumo de insumos e sem depender de combustíveis fósseis para o funcionamento do equipamento.
Luz suplementar durante a noite
A tecnologia utiliza a suplementação de luz durante o período noturno para estimular o desenvolvimento das plantas. De acordo com os responsáveis pelo projeto, a expectativa é de aumento entre 10% e 20% na produtividade da cana, além da possibilidade de reduzir de forma sustentável o consumo de insumos.
A apresentação do equipamento ao mercado representa também uma nova etapa para o projeto, ao aproximar a tecnologia desenvolvida no ambiente acadêmico de produtores, empresas e potenciais parceiros do agronegócio.
Para a pesquisadora Junia Magalhães Rocha, do Campus Patos de Minas, esse movimento representa um marco para o instituto justamente pela aproximação entre a tecnologia desenvolvida na instituição e o setor produtivo.
O projeto reuniu conhecimentos de engenharia e desenvolvimento tecnológico aplicados à atividade agrícola. A coordenação ficou a cargo do professor Gustavo Finholdt, do IFTM Campus Uberaba Parque Tecnológico, e contou com a participação de Junia, além de estudantes e outros pesquisadores das duas unidades.
O desenvolvimento também teve acompanhamento e suporte da Reitoria do IFTM, do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) e das direções-gerais dos campi Uberaba Parque Tecnológico e Patos de Minas.




