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Milho: preços caem em Chicago, mas produção deve crescer na Argentina e China

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O preço dos contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve queda nesta quinta-feira, 25, pressionados pelos amplos estoques dos EUA, pela demanda incerta e pela fraqueza da soja.

O contrato do milho com vencimento em março na Bolsa de Chicago (CBOT) fechou em queda de 0,5 centavo de dólar, a US$ 4,5175 por bushel, após subir mais cedo para US$ 4,5325, o maior valor desde 12 de janeiro.

Segundo disseram traders à Reuters, o milho obteve apoio ainda de compras de barganha e da cobertura a descoberto, uma vez que os preços oscilaram perto de mínimas de três anos estabelecidas na semana passada.

Produção sobe na Argentina e na China

Apesar da queda dos preços e dos estoques dos EUA, projeções indicam aumento de produção na China e na Argentina. A bolsa de grãos de Buenos Aires aumentou nesta quinta-feira, 25, a sua previsão de produção de milho em 2023/24 para 56,5 milhões de toneladas, com o país se preparando para uma colheita abundante impulsionada por uma temporada melhor de chuvas.

A bolsa havia previsto anteriormente uma produção de 55 milhões de toneladas, citando melhora da umidade do solo. A bolsa também aumentou sua estimativa de plantio de milho, de 7,1 milhões de hectares para 7,2 milhões de hectares. A Argentina é um dos maiores exportadores mundiais de milho.

Na China, a produção de milho na temporada 2023/24 deve somar 288,8 milhões de toneladas, de acordo com a representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim. O volume representa aumento de 4,2% ante a estimativa para o ciclo 2022/23, de 277,2 milhões de toneladas, e se deve à expectativa de maior área e rendimento, disse o USDA.

As importações chinesas de milho em 2023/24 devem crescer 6,9%, para 20 milhões de toneladas, segundo o USDA. Em outubro e novembro, os dois primeiros meses do ano comercial 2023/24, a China importou 5,6 milhões de toneladas de milho, sendo 5 milhões de toneladas do Brasil e apenas 300 mil toneladas dos EUA, disse o USDA.

Natália Cherubin com informações da Reuters
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