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S&P eleva rating da Zilor para ‘brA+’ após fortalecimento da estrutura operaciona

Com quatro usinas no estado de São Paulo e capacidade de moagem de 13,8 milhões de toneladas de cana, a Zilor está entre os 15 maiores grupos sucroenergéticos do Brasil. (Foto: Unidade Quatá - divulgação)
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A agência de classificação de risco S&P Global Ratings elevou o rating local da Açucareira Quatá S.A. (Zilor) de ‘brA’ para ‘brA+’, em escala nacional. A perspectiva, antes ‘Positiva’, foi ajustada para ‘Estável’. Segundo a agência, a revisão reflete principalmente o fortalecimento da estrutura operacional da companhia.

A melhora de avaliação ocorre em um momento de expansão. A Zilor reforçou sua presença no setor sucroenergético com a aquisição da Usina Salto Botelho (USB), que ampliou em cerca de 16% sua capacidade instalada, para 13,8 milhões de toneladas por ano. Localizada a 80 km da Usina Quatá, a nova planta contribui para a diversificação geográfica e ajuda a mitigar riscos climáticos.

Segundo a S&P, a transação não pressionou a alavancagem da companhia, já que foi acompanhada pela venda de 70% da Biorigin, subsidiária de ingredientes naturais.

Perspectivas de safra

Apesar da projeção de retração de 2,5% na receita líquida da safra atual — influenciada pela desconsolidação da Biorigin e pela queda nos preços de açúcar e etanol —, a agência prevê aumento nos volumes de moagem das três usinas históricas da Zilor, somados à contribuição da USB. A expectativa é de um total de 12,5 milhões de toneladas, frente a 10,5 milhões no ciclo anterior.

Esse ganho de escala, aliado à amortização de dívidas mais caras, deve sustentar a melhora dos indicadores de crédito. A S&P projeta que a companhia mantenha alavancagem em níveis moderados nos próximos 12 a 18 meses, com dívida bruta/EBITDA abaixo de 3,5x, ante 4,0x em 2025.

Riscos e oportunidades segundo a S&P

  • Risco de rebaixamento: queda acentuada nos preços de açúcar e etanol sem compensação por volumes; alavancagem acima de 4,0x; fluxo de caixa operacional negativo em mais de R$ 100 milhões; política agressiva de dividendos ou novas aquisições que comprometam liquidez.

  • Chance de elevação: maior produtividade agrícola, uso próximo da capacidade instalada, diluição de custos fixos, spread mais favorável entre receita e custo-caixa, alavancagem abaixo de 2,5x de forma sustentável e manutenção de colchão de liquidez com fontes superando os usos em 20%.

Resultados financeiros

De acordo com a XP Research, no 4T25 a Zilor registrou receita líquida consolidada de R$ 1,0 bilhão, alta de 13,8% em relação ao 4T24, impulsionada principalmente pelo etanol e pela Biorigin. A integração da USB acrescentou R$ 24,3 milhões em receita, ainda sem operação industrial plena no período.

O EBITDA ajustado somou R$ 123,3 milhões (+45,6% A/A), com margem de 11,8% (+2,6 p.p.). Já o resultado líquido ajustado foi negativo em R$ 147 milhões, em linha com o prejuízo do ano anterior, pressionado por despesas financeiras e variação do ativo biológico.

Na safra 24/25, a moagem recuou 7,4%, para 10,6 milhões de toneladas, afetada por clima adverso. O mix de produção foi de 46,9% para açúcar e 53,1% para etanol, com ATR médio de 141 kg/ton (+2,1%). A produtividade agrícola (TCH) caiu 9%, para 74,8 ton/ha.

A exportação de energia renovável somou 647 mil MWh, avanço de 16,1% A/A, impulsionada pelo projeto de cogeração na Unidade Barra Grande.

O Capex totalizou R$ 766,3 milhões (-21,5%), com menor investimento em mecanização e modernização após conclusão de projetos de cogeração. A dívida bruta fechou em R$ 3,9 bilhões (89% no longo prazo), com posição de caixa de R$ 2,1 bilhões.

A alavancagem líquida/EBITDA ajustado foi de 1,62x (vs. 0,98x um ano antes). Ajustado pela entrada de caixa da venda da Biorigin, o indicador pro forma seria de 1,0x, em linha com a estratégia de desalavancagem da companhia.

Natália Cherubin com informações da XP investimentos

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