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SCA propõe precificação regional do etanol para preservar R$ 15 bilhões e ampliar mercado

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O CEO da SCA Brasil, Martinho Seiiti Ono, apresentou uma proposta que prevê o redirecionamento de até 8 bilhões de litros de etanol para estados onde o biocombustível ainda enfrenta baixa competitividade. A estratégia busca ampliar o consumo nacional sem comprometer a rentabilidade das principais regiões produtoras e, segundo Ono, pode preservar até R$ 15 bilhões em receita anual ao evitar uma queda generalizada dos preços no país.

A proposta foi detalhada durante a 17ª edição do programa Conexão SCA Brasil, onde o executivo explicou que o plano tem como foco preparar o mercado para o novo ciclo de crescimento impulsionado pelas usinas de etanol de milho.

“Se trabalharmos 8 bilhões de litros com uma política de preço direcionada para ganhar mercado, preservamos 30 bilhões de litros com melhor remuneração, o que deixaria R$ 15 bilhões de receita incremental para o setor”, afirmou Ono.

Segundo ele, sem uma política regionalizada, o setor precisaria reduzir o preço médio do etanol em cerca de R$ 0,50 por litro sobre o volume total de 30 bilhões de litros, apenas para conseguir escoar a produção crescente. Ao focar os incentivos nas regiões de menor competitividade, o plano permitiria abrir novos mercados consumidores e, ao mesmo tempo, proteger as margens nas áreas consolidadas, como São Paulo, Goiás e Mato Grosso.

Expansão em estados com menor participação

Um levantamento da SCA Brasil mostra que apenas seis estados respondem por 81% das vendas de etanol hidratado no país. Já os demais 21 estados — que concentram 41% da frota flex nacional — representam apenas 19% do consumo total.
Ono calcula que dobrar as vendas nesses mercados elevaria o consumo nacional em 4 bilhões de litros, ampliando a participação do etanol no ciclo Otto de 23% para 30%.

“A democratização do etanol exige ações coordenadas que tornem o produto competitivo nas bombas, como já ocorreu em Mato Grosso e São Paulo”, destacou o CEO.

O executivo defendeu ainda uma integração entre política tributária e logística regional, de forma a viabilizar o transporte e a comercialização eficiente do combustível nos estados menos atendidos pela atual malha de distribuição.

Encerrando sua apresentação, Ono reforçou o papel do milho na nova geografia do biocombustível no país. “A pujança do etanol de milho é uma realidade que está aí. O milho vai democratizar a expansão do etanol no Brasil”, afirmou.

 

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