Nesta segunda-feira (1º), às 9h30, a pedido da Associação Estadual dos Fornecedores de Cana (AFCP), a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realiza uma audiência pública para chamar a atenção da sociedade e da governadora Raquel Lyra para o impacto do tarifaço dos EUA sobre a cultura da cana, ainda não retirado sobre o etanol e o açúcar, afetando um dos setores econômicos mais fortes do Estado. Está cadeia produtiva emprega milhares de pessoas e movimenta milhões de reais, inclusive em tributos.
O impacto é significativo. Em Pernambuco, a tonelada da cana vendida às usinas em novembro foi comercializada por R$ 129,71 – menor valor registrado desde janeiro/2021. De acordo também com a AFCP, o cenário está provocando uma destruição silenciosa na cadeia produtiva da cana de açúcar.
“A queda do preço da matéria-prima do açúcar e etanol tem sido significativa, inviabilizando o cultivo. O valor não cobre os gastos. O problema rebaterá para todo estado afetado, sendo preciso buscar soluções conjuntas”, conta Alexandre Andrade Lima, presidente da AFCP.
A AFCP e o Sindicato dos Cultivadores de Cana de Pernambuco, juntamente com as demais associações nos estados produtores do Nordeste, também articulam junto ao Congresso Nacional para que o governo federal crie uma subvenção emergencial de R$ 12 por tonelada de cana produzida no NE.
Por quatro anos no passado, nos governos do presidente Lula e de Dilma, esta medida foi implantada para socorrer o setor em crise diante da grave seca dos anos respectivos, sendo crucial agora diante das barreiras tarifárias e outros fatores que afetam a cana