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Petróleo sobe com interrupções no Cazaquistão e dados econômicos otimistas

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Os preços do petróleo subiram nesta terça-feira, 20, com a suspensão temporária da produção nos campos de petróleo do Cazaquistão e com as expectativas de um crescimento econômico global mais firme, que poderia impulsionar a demanda por combustível.

Investidores continuaram a monitorar as ameaças de tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, contra as nações europeias que se opõem à sua tentativa de adquirir a Groenlândia.

Os contratos futuros do Brent subiram US$ 0,98, ou 1,53%, para US$ 64,92 por barril. O contrato do petróleo bruto norte-americano West Texas Intermediate (WTI) para fevereiro, que vence na terça-feira, ganhou US$ 0,90, ou 1,51%, indo a US$ 60,34 por barril.

O contrato de março do WTI, mais ativamente negociado, subiu US$ 1,02, ou 1,72%, para US$ 60,36 por barril.

A Tengizchevroil, produtora de petróleo do Cazaquistão liderada pela Chevron, disse na segunda-feira, 19, que havia interrompido temporariamente a produção nos campos petrolíferos de Tengiz e Korolev depois que um problema afetou os sistemas de distribuição de energia.

O campo de Tengiz pode ter sua produção interrompida por mais sete a dez dias, reduzindo as exportações de petróleo bruto por meio do Consórcio do Oleoduto do Cáspio, disseram fontes à Reuters na terça-feira.

“Tengiz está entre os maiores campos do mundo e, portanto, a interrupção é certamente perturbadora para os fluxos de petróleo bruto”, disse o diretor de energia e refino da Icis, Ajay Parmar. “Mas essa interrupção parece ser temporária e, portanto, se a retórica das tarifas continuar, esperamos que os preços recuem”, completa.

O mercado de petróleo também recebeu apoio dos dados do PIB chinês do quarto trimestre, melhores do que o esperado, divulgados na segunda-feira, disse o analista de mercado do IG, Tony Sycamore.

A economia da China cresceu 5% no ano passado e a produção das refinarias do país em 2025 subiu 4,1% em base anual, segundo dados divulgados na segunda-feira. A produção de petróleo bruto da China também avançou 1,5%.

Ameaças tarifárias de Trump

Os temores de uma nova guerra comercial aumentaram no fim de semana depois que Trump disse que imporia taxas adicionais de 10% a partir de 1º de fevereiro sobre produtos importados de membros da UE como Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Suécia e Holanda, bem como da Reino Unido e Noruega, aumentando para 25% em 1º de junho se não houver acordo sobre a Groenlândia.

As ameaças de tarifas de Trump têm impacto negativo sobre os preços do petróleo, já que podem levar a um menor crescimento econômico global e, portanto, reduzir o crescimento da demanda de petróleo, disse Parmar, da Icis.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse na terça-feira que o braço executivo do bloco está trabalhando em um pacote para apoiar a segurança do Ártico e que as tarifas são um erro.

Reuters|Nicole Jao e Enes Tunagur
Com reportagem de Anushree Mukherjee e Jeslyn Lerh

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