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Petróleo sobe por preocupações com possível conflito entre Irã e EUA

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Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, 6, revertendo as perdas anteriores, com os operadores preocupados com o fato de que as negociações desta semana entre os Estados Unidos e o Irã não conseguiram reduzir o risco de um conflito militar entre os dois países.

Os futuros do petróleo Brent fecharam a US$ 68,05 por barril, com alta de 0,74%. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos (WTI) encerrou com alta de 0,41%, a US$ 63,55 por barril.

Nas negociações durante a madrugada, ambos os índices de referência caíram, mas durante o pregão nos EUA, tanto o Brent quanto o WTI subiram mais de US$ 1 por barril antes de moderar os ganhos em direção ao fechamento.

Irã e os EUA mantiveram negociações por meio da mediação de Omã para tentar superar as diferenças acentuadas sobre o programa nuclear de Teerã.

“Continuamos indo e voltando nessa situação do Irã”, disse o sócio da Again Capital, John Kilduff. “Um dia ou até uma hora está melhor, e no dia seguinte está pior. É o nervosismo do status quo em relação ao Irã”.

A TV estatal iraniana informou no final da tarde que as negociações haviam terminado. O ministro das relações exteriores do Irã disse que os negociadores retornarão às suas capitais para consultas e que as negociações continuarão.

Antes das negociações, a falta de consenso sobre a agenda da reunião manteve os investidores ansiosos com o risco geopolítico, já que o Irã queria se ater às questões nucleares, enquanto os EUA queriam discutir os mísseis balísticos do Irã e o apoio a grupos armados na região.

Qualquer escalada da tensão entre as duas nações poderia interromper o fluxo de petróleo, já que cerca de um quinto do consumo total mundial passa pelo Estreito de Ormuz, entre Omã e o Irã.

A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Kuweit e o Iraque exportam a maior parte de seu petróleo através do estreito, assim como o Irã, também membro da Opep.

Se a perspectiva de conflito na região diminuir, os preços do petróleo poderão cair ainda mais.

Reuters| Erwin Seba, Anna Hirtenstein, Stephanie Kelly, Florence Tan e Sudarshan Varadhan

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