Exportação de 62 mil toneladas de DDG ocorre após abertura do mercado chinês ao coproduto usado na alimentação animal
O Brasil embarcou no último sábado, 14, a primeira carga de grãos secos de destilaria (DDG), subproduto do etanol de milho, para a China, informou o Ministério da Agricultura, em nota. A remessa de 62 mil toneladas foi enviada pelo Porto de Imbituba, em Santa Catarina. A exportação foi feita pela Inpasa, que já havia informado a transação anteriormente.
Conforme adiantado pelo Agro Estadão, essa é a primeira operação após a abertura do mercado chinês ao DDG brasileiro em maio do ano passado, com a assinatura do protocolo sanitário bilateral. Ao todo, após auditoria e registro, a China habilitou 13 estabelecimentos brasileiros a exportar DDG para o país.
Na nota, o ministério afirmou ainda que o DDG ganha relevância no mercado internacional e que o coproduto agrega valor à cadeia do milho e da bioenergia.
“O Brasil, terceiro maior produtor mundial de milho, exportou aproximadamente 791 mil toneladas do insumo em 2024. No mesmo ano, a China importou mais de US$ 66 milhões em produtos dessa natureza, destinados à alimentação animal. Em 2025, o país exportou 879,36 mil toneladas de DDG e DDGS para 25 mercados, crescimento de 9,77% em relação a 2024”, destacou a pasta, citando dados da União Nacional do Etanol de Milho (Unem).
O setor produtivo pleiteava a exportação de DDG à China desde 2022. O coproduto, obtido no processamento do milho, é utilizado na alimentação animal, sobretudo de gado de corte.
Agência Estado