A fabricante de máquinas agrícolas norte-americana Deere & Co. registrou lucro líquido de US$ 656 milhões, ou US$ 2,42 por ação, no primeiro trimestre do ano fiscal 2026, encerrado em 1º de fevereiro.
O resultado representa uma baixa de 25% ante o lucro obtido em igual período do ano anterior, de US$ 869 milhões, ou US$ 3,19 por ação, informou a companhia.
A receita mundial, que inclui vendas líquidas e financeiras, no período foi de US$ 9,611 bilhões, avanço de 13% na comparação com o intervalo correspondente do ano fiscal anterior.
As vendas líquidas das operações de equipamentos somaram US$ 8,001 bilhões no trimestre, ante US$ 6,809 bilhões um ano antes.
Na divisão de produção e agricultura de precisão, as vendas subiram 3%, para US$ 3,163 bilhões, beneficiadas pela conversão cambial. O lucro operacional do segmento, no entanto, caiu 59%, prejudicado por tarifas maiores, mix de vendas desfavorável e maiores despesas com garantia.
O segmento de pequena agricultura e jardinagem teve alta de 24% nas vendas, para US$ 2,168 bilhões, e o lucro operacional avançou 58%. Já em construção e silvicultura, as vendas avançaram 34%, para US$ 2,670 bilhões, com o lucro operacional subindo 111%.
Para o ano fiscal de 2026, a Deere prevê um lucro líquido entre US$ 4,5 bilhões e US$ 5 bilhões. A estimativa da companhia considera uma queda de 15% a 20% nas vendas da indústria de grande agricultura nos EUA e no Canadá.
“Embora a indústria global de grande agricultura continue enfrentando desafios, estamos encorajados pela recuperação em andamento na demanda dentro dos segmentos de construção e pequena agricultura”, disse o CEO da John Deere, John May, em nota.
Segundo o executivo, esses desenvolvimentos positivos reforçam a crença da empresa de que 2026 representa o fundo do ciclo atual e fornece uma base forte para o crescimento acelerado daqui para frente.
Agência Estado| Guilherme Nannini