Os preços do açúcar registraram forte alta na segunda-feira, com o contrato em Nova York atingindo o maior nível em duas semanas e meia e o contrato em Londres alcançando máxima em uma semana e meia. O contrato de açúcar bruto com vencimento em março teve elevação de 0,15 centavo de dólar, ou 1%, indo a 14,45 centavos de dólar por libra-peso, após ter subido 3,7% na semana passada. Por sua vez, o contrato mais ativo do açúcar branco subiu 0,4%, para US$ 408,20 por tonelada.
O fortalecimento do real brasileiro frente ao dólar é considerado fator altista para as cotações. A moeda brasileira avançou para o maior nível em 1 ano e 9 meses frente ao dólar, o que tende a desestimular as vendas externas por parte dos produtores brasileiros.
Os preços também receberam suporte positivo do pregão anterior, após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, o que pode abrir espaço para maior exportação de açúcar do Brasil para o mercado norte-americano, reduzindo a oferta global disponível.
Outro fator que pode impulsionar um movimento de recuperação técnica é a posição excessivamente vendida dos fundos no mercado de açúcar em Nova York. O relatório semanal Commitment of Traders (COT), divulgado na sexta-feira, mostrou que os fundos ampliaram suas posições líquidas vendidas em 14.381 contratos na semana encerrada em 17 de fevereiro, atingindo um recorde histórico de 265.324 contratos líquidos vendidos, considerando dados desde 2006.
Sinais de menor produção no Brasil também contribuem para sustentar os preços. Na semana passada, a Unica informou que a produção de açúcar no Centro-Sul na segunda quinzena de janeiro caiu 36% na comparação anual, totalizando apenas 5 mil toneladas no período. No acumulado da safra 2025/2026 até janeiro, no entanto, a produção na região registra alta de 0,9% frente ao mesmo período do ciclo anterior, alcançando 40,24 milhões de toneladas.
Além disso, a proporção de cana destinada à produção de açúcar aumentou para 50,74% na safra 2025/2026, ante 48,14% na safra 2024/2025.
Com informações da Barchart