Operação identificou que vítimas vieram da Bahia e de Minas Gerais para atuar no plantio de cana-de-açúcar no interior de São Paulo, mas viviam em condições degradantes.
Trinta e cinco trabalhadores foram resgatados de uma fazenda em Terra Roxa (SP), após o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Polícia Federal (PF) constatarem que eles atuavam em condições análogas à escravidão no local.
A operação identificou que eles vieram da Bahia e de Minas Gerais para atuar no plantio de cana-de-açúcar no interior de São Paulo, mas viviam em condições degradantes.
Segundo o MPT, durante audiência realizada na terça-feira (14), a empregadora alegou que não tinha disponibilidade financeira para quitar as dívidas trabalhistas e a usina beneficiária da produção aceitou realizar o pagamento de R$ 500,7 mil em verbas rescisórias, por meio de uma doação voluntária, para garantir o suporte aos resgatados.
A fiscalização apontou que os locais eram precários, com umidade excessiva e falta de higiene. Os 35 trabalhadores dormiam em colchões de baixa densidade no chão, sem acesso a armários ou roupas de cama.
As equipes também constataram que os chuveiros eram adaptados com garrafas pet e as lavanderias não possuíam encanamento adequado. As moradias não tinham estrutura para comportar o número de residentes.
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