Tecnologia VerdPRO2 combina resistência à broca-da-cana e tolerância a herbicidas em uma única plataforma
O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) obteve a aprovação da CTNBio para o primeiro evento da VerdPRO2, nova geração de cana-de-açúcar geneticamente modificada desenvolvida pela companhia. O aval representa um novo avanço da biotecnologia aplicada ao setor sucroenergético, com foco em produtividade e sustentabilidade no campo.
De acordo com o CEO do CTC, César Barros, a aprovação amplia o portfólio de soluções voltadas ao aumento da eficiência dos canaviais. A tecnologia VerdPRO2 foi desenvolvida para enfrentar dois dos principais desafios agronômicos da cultura: a broca-da-cana e o manejo de plantas daninhas.
Presente em praticamente todos os canaviais do país, a broca-da-cana gera perdas estimadas em cerca de R$ 8 bilhões por ano, impactando produtividade, peso da cana e teor de açúcar. Já o controle de plantas daninhas demanda mais de R$ 6 bilhões anuais em herbicidas e operações agrícolas.
Resultado de um amplo ciclo de pesquisa, validação técnica e análise regulatória, a VerdPRO2 inaugura uma abordagem integrada ao combinar proteção genética contra pragas com maior eficiência operacional no campo. Na prática, a tecnologia amplia o controle da praga, simplifica o manejo de plantas invasoras como grama-seda, capim colonião, capim colchão e braquiária, reduz riscos de fitotoxicidade, oferece maior estabilidade ao longo do ciclo da cultura e contará com mais de 14 produtos.
Após a conclusão dos trâmites legais, a previsão é de que a tecnologia chegue ao mercado na safra 2026/27. A introdução será realizada de forma próxima aos clientes, com etapas de experimentação e acompanhamento técnico, visando demonstrar os benefícios da solução e gerar dados em condições reais de cultivo.
Segundo o CTC, esse processo permitirá capturar necessidades de manejo dos produtores e validar o desempenho da tecnologia no campo.
A chegada da VerdPRO2 reforça o posicionamento da companhia no desenvolvimento de biotecnologias e marca a evolução em relação à primeira geração lançada em 2017. A iniciativa também está alinhada à estratégia do CTC de desenvolver soluções capazes de dobrar a produtividade da cana-de-açúcar até 2040, por meio da integração entre genética, biotecnologia, novas formas de plantio e manejo agrícola.


