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Índice de poder de compra de fertilizantes registra leve queda em maio

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Redução nos preços das commodities agrícolas, das matérias-primas e do dólar pressionou o indicador no mês

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) registrou leve recuo em maio e fechou o mês em 1,55, queda de 0,4% em relação a abril. O resultado foi influenciado principalmente pela redução dos preços das commodities agrícolas, das matérias-primas para fertilizantes e pela pequena desvalorização do dólar no período.

Segundo os dados do indicador, os preços das commodities apresentaram retração média de aproximadamente 6%. O principal fator foi a forte queda do petróleo, que recuou cerca de 18% no período. No mercado interno, a entrada da safra de soja e o avanço da colheita do milho safrinha também contribuíram para pressionar as cotações agrícolas.

A soja registrou queda de 7%, enquanto o milho recuou 3%. A cana-de-açúcar também apresentou redução de 6% nos preços. O algodão foi a exceção entre as principais culturas, com valorização de 4%, ajudando a limitar uma queda mais expressiva do índice.

No segmento de fertilizantes, as matérias-primas tiveram retração média de 4%. O destaque foi a ureia, que registrou queda de 15%, seguida pelo superfosfato simples, com recuo de 7%.

Por outro lado, alguns produtos apresentaram movimento contrário. O fosfato monoamônico (MAP) teve alta de 1%, enquanto o cloreto de potássio avançou 2%, amenizando uma redução mais acentuada do custo dos fertilizantes.

Apesar da leve melhora no poder de compra observada em maio, o cenário internacional segue exigindo atenção dos produtores. O conflito no Oriente Médio continua sendo um fator de risco para os mercados globais e pode provocar novas oscilações nos preços de energia, fertilizantes e commodities agrícolas.

Além disso, especialistas alertam para um momento decisivo no planejamento da próxima safra. A janela de importação de insumos começa a se estreitar, enquanto parte dos produtores ainda mantém ritmo lento nas compras de fertilizantes, situação que pode gerar impactos sobre custos, disponibilidade de produtos e produtividade nas próximas temporadas.

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