Processamento somou 41,55 milhões de toneladas no período; produção de açúcar caiu 25,6%, enquanto vendas de etanol seguiram aquecidas pela competitividade do hidratado
A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul totalizou 41,55 milhões de toneladas na segunda quinzena de maio, volume 13,08% inferior ao registrado no mesmo período da safra passada, quando foram processadas 47,80 milhões de toneladas. No acumulado da safra 2026/27 até 1º de junho, o processamento alcançou 144,71 milhões de toneladas.
Ao todo, 250 unidades produtoras estiveram em operação na segunda metade de maio, sendo 231 usinas com processamento de cana, dez unidades produtoras de etanol de milho e nove usinas flex. No mesmo período da safra anterior, operaram 253 unidades.
A qualidade da matéria-prima apresentou melhora. O índice de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 125,87 quilos por tonelada de cana na segunda quinzena de maio, alta de 1,09% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. No acumulado da safra, o indicador alcançou 119,73 quilos por tonelada, avanço de 2,35%.
Produção de açúcar e etanol
A produção de açúcar na segunda quinzena de maio totalizou 2,20 milhões de toneladas, queda de 25,62% em comparação com as 2,96 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra 2025/26. Desde o início da safra, a fabricação do adoçante soma 6,84 milhões de toneladas.
A produção de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,13 bilhões de litros na segunda metade de maio. Desse total, 1,33 bilhão de litros correspondeu ao etanol hidratado, com crescimento de 8,32%, enquanto o etanol anidro somou 796 milhões de litros, recuo de 1,19%.
No acumulado da safra até 1º de junho, a fabricação do biocombustível totalizou 7,54 bilhões de litros, alta de 31,55% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Foram produzidos 4,96 bilhões de litros de etanol hidratado e 2,58 bilhões de litros de etanol anidro.
A produção de etanol de milho alcançou 413,20 milhões de litros na segunda quinzena de maio, crescimento de 12,38% frente ao mesmo período da safra passada. No acumulado da temporada, o volume produzido atingiu 1,57 bilhão de litros, avanço de 8,63%.
Vendas e competitividade do etanol
As vendas de etanol totalizaram 2,88 bilhões de litros em maio. O volume comercializado de etanol anidro alcançou 1,09 bilhão de litros, enquanto as vendas de etanol hidratado somaram 1,79 bilhão de litros.
No mercado doméstico, as vendas de anidro cresceram 1,66% em relação ao mesmo período da safra anterior. Já o hidratado registrou aumento de 2,09% na média diária comercializada em dias úteis, totalizando 1,77 bilhão de litros.
Na segunda quinzena de maio, as vendas diárias de etanol hidratado atingiram 91,82 milhões de litros por dia útil, crescimento de 10,02% em relação ao início da safra, quando as unidades comercializaram 83,46 milhões de litros por dia útil na primeira quinzena de abril.
A competitividade do biocombustível continuou favorecendo o consumo. Na última semana de maio, a paridade média do etanol hidratado em relação à gasolina atingiu 63,7% no Brasil e 60,7% no Estado de São Paulo. Segundo levantamento da ANP, dos 387 municípios pesquisados, 257 apresentaram preços do etanol abaixo da paridade técnica com a gasolina. Em São Paulo, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, todos os municípios pesquisados registraram vantagem econômica para o etanol.
No acumulado da safra até 1º de junho, as vendas de etanol pelas unidades do Centro-Sul somaram 5,66 bilhões de litros, sendo 3,55 bilhões de litros de etanol hidratado e 2,11 bilhões de litros de etanol anidro.
Mercado de CBios
Dados da B3 até 19 de junho indicam a emissão de 20,07 milhões de CBios em 2026 pelos produtores de biocombustíveis. O volume disponível para negociação em posse de agentes obrigados, não obrigados e emissores totaliza 30,03 milhões de créditos.
Considerando os créditos disponíveis para comercialização e os já aposentados para cumprimento das metas de descarbonização, o setor produtivo já disponibilizou cerca de 72% dos títulos necessários para o atendimento integral da meta de 2026.



