O que na verdade te impulsiona para crescer na vida?
por Renato Fazzolari
Existia uma série de TV, que se chamava “Além da Imaginação”, e como o próprio nome dizia, propunha temas que nos faziam pensar, e em um dos episódios relata um bom exemplo para nossa Dica de hoje:
O episódio inicia com a cena de um indivíduo desesperado, encurralado em um beco sem saída, e a seguir ouve-se tiros, o que induz a pensar que sejam policiais matando esse bandido. Na sequência, o mesmo homem aparece em um lugar paradisíaco, e ao seu lado um Mordomo, que lhe diz que estava lá para servi-lo em tudo que desejasse. Ele fica intrigado, porém logo vai pedindo de tudo do bom e do melhor, mulheres, comidas, bebidas, carro de luxo e muitas outras coisas.
Como por encanto, seus desejos são realizados imediatamente, lindas garotas apaixonadas por ele, mesas fartas, e tudo mais que foi solicitado. E o que quer que fizesse ou quisesse, dava 100% certo. Para se ter uma ideia, quando ia jogar Bilhar, ao dar uma tacada, todas as bolas caiam nas caçapas. Era pensar, e tudo se realizava. Mas, como diz o dito popular, “Até doce de côco, que é bom, a gente enjoa”, logo ele se enjoou de tudo, nada mais o satisfazia, e além de monótono, tudo se tornou insuportável.
Nessa altura do episódio, sem aguentar mais aquela situação, ele chega para o Mordomo e pergunta: “- Na terra eu fui um bandido perverso, matei, roubei, só fiz o que não prestava; me responda, o que é que eu fiz para merecer o Céu? ”
Nesse momento, o Mordomo se transforma em uma criatura horrenda, mostra quem realmente era, e numa gargalhada lhe diz “- Mas quem falou que aqui é o Céu? ”
Conclusão, a completa falta de desafios para obter as conquistas, é que é um verdadeiro inferno. Por outro lado, estava a Madre Tereza de Calcutá a curar as feridas de um indigente todo maltrapilho e cheirando mal, quando alguém lhe diz: “- Madre Tereza, nem por 1 milhão de dólares, eu faria isso que a senhora faz! ”, E ela lhe responde “- Nem eu. ”
Madre Tereza que foi prêmio Nobel da Paz, não fazia o que fazia por dinheiro e nem para agradar ninguém, ela fazia por prazer, por amor, porque estava auto motivada por realizar esse trabalho, aquilo lhe trazia felicidade, para ela era o céu na terra.
Você percebeu que tudo o que vem fácil não damos o verdadeiro valor? E como não valorizamos, logo enjoamos. No primeiro momento até que é bom, mas logo deixa de ser, porque faltou o desafio, enquanto que quanto mais desafiados formos, e à medida que atingirmos os objetivos que nos propusermos, e nos auto motivarmos (motivação = motivo para a ação), mais auto realizados nos sentiremos, mais auto respeito nos daremos, e mais felizes ficaremos.
A vida é uma escola, e somente os desafios com automotivação nos despertarão e desenvolverão os potenciais latentes que existe em nós, e pode ter certeza de que o sucesso será uma consequência natural.

*Renato Fazzolari é fundador da AGRHO Headhunting, psicólogo, terapeuta transpessoal, escritor, articulista da UDOP, palestrante e conferencista em congressos e seminários. Ex-Gerente e Diretor de Recursos Humanos em empresas nacionais e multinacionais.





