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Açúcar avança em Nova York com temores sobre produção global

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Na bolsa ICE de Nova York, o contrato futuro do açúcar para entrega em outubro fechou a sessão desta quinta-feira (13) com alta de 2,44%, cotado a 16,82 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o açúcar branco também avançou, com o contrato de outubro registrando valorização de 2,17%. O mercado segue sustentado pelas preocupações com a oferta global diante dos impactos do clima sobre importantes regiões produtoras.

Apesar da valorização, as cotações permaneceram abaixo das máximas dos contratos futuros mais próximos registradas na quarta-feira, quando os mercados de Nova York e Londres atingiram os maiores níveis em cerca de 1 ano e três meses.

O movimento de alta continua sendo sustentado principalmente pelas preocupações relacionadas ao clima e seus possíveis impactos sobre a produção mundial de açúcar. Na Europa, a combinação de seca e temperaturas elevadas deve reduzir a produção da União Europeia e do Reino Unido para 14,98 milhões de toneladas neste ano, segundo dados da S&P Global Energy. Caso a projeção se confirme, será o menor volume produzido pela região em 11 anos.

Monções na Índia seguem no radar

Na Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar, as condições climáticas também permanecem entre os fatores acompanhados pelo mercado. Dados divulgados pelo Departamento Meteorológico da Índia mostram que as chuvas acumuladas das monções entre junho e 13 de agosto estavam 12% abaixo da média histórica.

Embora o déficit seja significativamente menor do que o observado no final de junho, quando as precipitações estavam 42% abaixo do normal, a situação ainda gera preocupação. No fim de julho, o órgão meteorológico indiano indicou que as chuvas durante agosto e setembro provavelmente ficariam abaixo da média.

O Ministério de Ciências da Terra da Índia também alertou que a temporada de monções deste ano pode ser a mais fraca dos últimos 11 anos. O período das monções no país se estende de junho a setembro e é determinante para o desenvolvimento das lavouras.

Menor produção brasileira também sustenta preços

O mercado também continua repercutindo os dados de produção do Centro-Sul do Brasil. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a produção de açúcar em junho atingiu 3,903 milhões de toneladas, queda de 26,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A redução da produção brasileira adiciona suporte às cotações internacionais, uma vez que o Brasil ocupa a posição de maior produtor mundial de açúcar.

Com sinais de menor disponibilidade em diferentes origens, o mercado permanece atento à evolução das condições climáticas e aos próximos dados de produção, especialmente no Brasil e na Índia, para avaliar os impactos sobre o balanço global de oferta e demanda.

Com informações do Barchart

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