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Açúcar recua em NY com preocupações sobre demanda

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Contratos chegaram às mínimas de três semanas antes de reduzir as perdas; entrega elevada em Londres sinaliza enfraquecimento da demanda física

Os preços do açúcar encerraram a sexta-feira com desempenho misto nas bolsas internacionais, após atingirem as mínimas de três semanas ao longo da sessão. Segundo a Barchart, o açúcar bruto negociado em Nova York recuou 0,34%, para 18,37 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o açúcar branco em Londres avançou 0,04%, para US$ 509,50 por tonelada, em meio às preocupações com a demanda pela commodity.

A pressão sobre os preços se intensificou ao longo da última semana. Um dos fatores citados pela Barchart foi a entrega de 499,35 mil toneladas de açúcar contra o contrato de outubro em Londres, que expirou na terça-feira. O volume ficou 91% acima do registrado um ano antes e foi um dos maiores já entregues para um contrato de outubro, sinalizando demanda física mais fraca.

Outro ponto de atenção está no posicionamento dos fundos. Dados do relatório semanal de Compromisso dos Traders (COT) mostraram que os fundos ampliaram em 28.055 contratos suas posições líquidas compradas em açúcar em Nova York na semana encerrada em 8 de setembro, para 160.551 contratos, maior nível em quase três anos. Segundo a Barchart, o elevado volume de posições compradas pode ampliar uma eventual pressão de liquidação no mercado futuro.

Apesar da pressão recente, as perspectivas de déficit global continuam oferecendo suporte às cotações. Na quinta-feira anterior, o açúcar negociado em Nova York chegou à máxima de 17 meses, enquanto Londres atingiu o maior nível em três semanas, diante das projeções de menor disponibilidade mundial.

A Organização Internacional do Açúcar (ISO) projeta déficit global de 200 mil toneladas na safra 2026/27, após um superávit estimado em 1,1 milhão de toneladas para 2025/26. Na Tailândia, a Thai Sugar Millers Corp estima que a produção de açúcar em 2026/27 poderá cair 17% na comparação anual, para 10 milhões de toneladas. O país é o segundo maior exportador mundial da commodity.

Outras consultorias também projetam um mercado global deficitário. A Covrig Analytics passou a estimar déficit de 300 mil toneladas em 2026/27, ante uma projeção anterior de superávit de 100 mil toneladas. Já a StoneX elevou sua previsão de déficit para 1,7 milhão de toneladas, ante estimativa anterior de 550 mil toneladas.

Para a temporada seguinte, a Czarnikow prevê déficit global de 2,9 milhões de toneladas em 2027/28, diante da expectativa de redução no plantio de cana-de-açúcar e beterraba. A consultoria estima que a produção mundial recue 0,7% na comparação anual, para 177 milhões de toneladas, principalmente em razão de impactos climáticos na Índia, União Europeia e Tailândia.

Com informações da Barchart

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