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Usina Santa Terezinha e Syngenta realizam operação de R$ 370 mil com CBIOs para compra de insumos agrícolas

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Iniciativa permite utilizar créditos de descarbonização gerados pela produção de biocombustíveis na aquisição de tecnologias químicas e biológicas para o cultivo da cana-de-açúcar

A Syngenta e a Usina Santa Terezinha, sediada em Maringá (PR), concluíram uma operação de R$ 370 mil em pedidos de insumos agrícolas utilizando Créditos de Descarbonização (CBIOs) como modalidade de pagamento. A transação, considerada pela Syngenta a primeira desse tipo realizada pela companhia no setor canavieiro, permite direcionar o valor econômico dos créditos gerados pela produção de biocombustíveis à aquisição de tecnologias químicas e biológicas para a proteção dos canaviais.

A operação foi estruturada por meio de um Acordo Operacional de Modalidade CBIOs, voltado à comercialização de tecnologias para proteção de cultivos. Cada negociação é formalizada em um termo de adesão específico, que estabelece as condições comerciais e o volume de créditos a serem liquidados para viabilizar a aquisição dos produtos.

Os CBIOs são títulos previstos na Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), emitidos a partir da produção certificada de biocombustíveis e negociados no mercado financeiro. Cada crédito corresponde a uma tonelada de dióxido de carbono equivalente em emissões evitadas, considerando a comparação com combustíveis fósseis.

Na operação entre a Syngenta e a Santa Terezinha, o mecanismo possibilitou vincular a geração desses ativos ambientais à aquisição de insumos utilizados na própria produção agrícola da usina.

Segundo Henrique Franco, diretor Comercial para cana-de-açúcar da Syngenta, a iniciativa representa uma nova possibilidade de utilização dos créditos pelo setor sucroenergético.

“Esta foi a primeira negociação com CBIOs realizada pela Syngenta no setor canavieiro e representa um passo importante na construção de conexões entre a produção de biocombustíveis, a agricultura e a agenda de descarbonização. Ao viabilizar a aquisição de inovações agrícolas por meio de CBIOs, demonstramos como a eficiência ambiental pode ser transformada em investimento aplicado à produção”, afirma.

Equipes da Syngenta e da Usina Santa Terezinha consolidaram operação correspondente a mais de R$ 300 mil em pedidos (Foto: Divulgação/Syngenta)
Equipes da Syngenta e da Usina Santa Terezinha consolidaram operação correspondente a mais de R$ 300 mil em pedidos (Foto: Divulgação/Syngenta)

Créditos de descarbonização como alternativa para investimentos

Para a Usina Santa Terezinha, a operação amplia as possibilidades de utilização dos CBIOs gerados em suas atividades, conectando os resultados ambientais da produção de biocombustíveis aos investimentos na lavoura.

De acordo com Paulo Meneguetti, diretor-presidente da companhia, a parceria permite transformar esses ativos em recursos destinados à aquisição de tecnologias e insumos agrícolas.

“Os CBIOs materializam, em valor econômico, parte dos resultados ambientais alcançados na produção de biocombustíveis. Essa parceria amplia as possibilidades de utilização desse ativo ao permitir que os créditos gerados pela nossa operação sejam convertidos em investimento na própria atividade agrícola, por meio da aquisição de tecnologias e insumos para a produção de cana-de-açúcar”, destaca Meneguetti.

O executivo acrescenta que a iniciativa conecta eficiência ambiental, inovação e geração de valor, além de contribuir para o desenvolvimento do mercado de CBIOs.

Na avaliação de Gabriel Moura, coordenador de Sustentabilidade da Syngenta, a utilização dos créditos como modalidade de pagamento também demonstra o potencial de instrumentos financeiros associados à descarbonização.

“Ao utilizar CBIOs como uma modalidade de pagamento, estamos reforçando a importância de instrumentos financeiros na transição para uma economia de baixo carbono, abrindo oportunidade para novas discussões sobre o uso estratégico desse tipo de crédito no setor”, explica.

A companhia avalia que a experiência poderá estimular outras operações semelhantes na cadeia de biocombustíveis, incluindo produtores de etanol de cana-de-açúcar e de milho.

Para Leandro Boncompagni, gerente de Marketing e Culturas da Syngenta, a modalidade também pode contribuir para ampliar o acesso das usinas às tecnologias agrícolas.

“Estamos vivenciando uma nova era na cultura da cana-de-açúcar, marcada por grandes lançamentos e inovações constantes. Nesse cenário, a modalidade de CBIOs atua como um verdadeiro catalisador, acelerando a adoção e a difusão dessas novidades”, afirma.

Com a conclusão da operação, Syngenta e Santa Terezinha apresentam uma aplicação comercial dos CBIOs que vai além de sua negociação tradicional no mercado, vinculando a utilização desses créditos à aquisição de insumos para a atividade canavieira.

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