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Açúcar: após alta na estimativa de safra do Brasil, preço tem queda na ICE

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O preço dos contratos de açúcar de outubro fecharam na sexta-feira com queda US$ 0,24 cents de dólar, cerca de 1% , enquanto o açúcar branco em Londres fechou com queda de US$ 7,80, ou 1,1%, para US$ 687 a tonelada, após atingir US$ 712,20 a tonelada na quinta-feira, a maior cotação desde 30 de maio.

Os preços do açúcar na sexta-feira registraram perdas moderadas quando a Conab elevou sua estimativa de produção de açúcar no Brasil 2023/24 para 40,9 milhões de t, de uma previsão de abril de 38,8 milhões de t, já que as condições climáticas favoráveis ​​aumentaram a produtividade da cana-de-açúcar.

Outro fator de baixa, foi a divulgação pela Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar), que a produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil na segunda quinzena de julho aumentou 11,3% aa para 3,681 milhões de toneladas e que a produção de açúcar na safra 2023/24 até julho aumentou 19,8% para 19,167 milhões de t. Além disso, 48,62% da cana moída foi utilizada para a produção de açúcar este ano, um aumento de 44,34% no ano passado.

Outro fator baixista seria o anúncio do Ministério de Alimentos da Índia, que disse em 4 de agosto que os estoques de açúcar do país eram suficientes e ficaram em 10,8 milhões de t no final de julho, diminuindo as especulações de que a Índia poderia reduzir as exportações de açúcar.

A ISO projetou na última quinta-feira,17, que a produção global de açúcar em 2023/24 cairá 1,2% aa para 174,8 milhões de t e que o mercado global de açúcar em 2023/24 cairá em déficit em 2,12 milhões de t de um superávit global de açúcar em 2022/23 de  852 mil t.

O açúcar também tem suporte depois que o comerciante de açúcar Czarnikow projetou que a produção de açúcar da Tailândia 2023/24 cairia 31% a/a para uma baixa de 17 anos de 7,4 milhões de t devido ao clima seco. Até agora neste ano, as chuvas na Tailândia estão bem abaixo do mesmo período do ano passado, e o início do sistema climático El Nino pode reduzir ainda mais a precipitação nos próximos dois anos. A Tailândia é o terceiro maior produtor mundial de açúcar.

El Ñino pode trazer impactos

Um fator otimista para o açúcar é a preocupação de que um padrão climático do El Nino possa interromper a produção global de açúcar. Em 8 de junho, o Centro de Previsão do Clima dos EUA disse que as temperaturas da superfície do mar no Oceano Pacífico equatorial subiram 0,5 grau Celsius acima do normal e os padrões de vento mudaram a ponto de atender aos critérios do El Nino.

Um padrão climático de El Nino normalmente traz fortes chuvas para o Brasil e seca para a Índia, impactando negativamente a produção de cana-de-açúcar. A última vez que o El Nino trouxe seca às safras de açúcar na Ásia foi em 2015 e 2016, o que fez com que os preços disparassem.

O USDA, em seu relatório semestral divulgado em 25 de maio, projetou que a produção global de açúcar em 2023/24 subiria 6,0% a/a para um recorde de 187.881 milhões de t e que o consumo global de açúcar em 2023/24 aumentaria 2,3% para um recorde de 180.045 milhões de t. O USDA também previu que os estoques finais globais de açúcar em 2023/24 cairiam 15,2%, para 33,455 milhões de t.

Com informações da Barchart

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