Os futuros do açúcar bruto negociados na bolsa ICE atingiram uma máxima de cinco meses nesta quinta-feira, 26, com a retomada da alta dos preços do petróleo em meio à incerteza entre os investidores sobre as perspectivas do fim da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Um aumento sustentado nos preços do petróleo pode fazer com que as usinas de cana no maior produtor global, o Brasil, e em outros países reduzam a produção de açúcar em favor do etanol.
O contrato de açúcar bruto com vencimento em maio subiu 0,32 centavo de dólar, ou 2,1%, a 15,87 centavos de dólar por libra-peso, depois de ter atingido uma máxima de cinco meses, de 15,97 centavos de dólar por libra-peso.
O Brasil deve reduzir as exportações de açúcar na temporada 2026/27 em 14,2%, já que as usinas desviam a cana-de-açúcar para produzir etanol devido aos altos preços da energia, informou a consultoria Safras & Mercado na quinta-feira.
A AP commodities disse que, embora o açúcar esteja sob pressão devido aos modestos excedentes e à forte venda especulativa, é provável que surjam recuperações, mesmo que temporárias, dada a sensibilidade do adoçante aos riscos climáticos e a fatores ligados ao etanol.
A consultoria acrescentou que as posições vendidas dos especuladores, ou apostas na queda dos preços, são grandes, o que significa que há o risco de que muitos revertam o curso e apostem em ganhos de preços se suas posições permanecerem no vermelho por muito mais tempo.
Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco subiu 1,2%, para US$ 459,60 a tonelada.
*Reuters

