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Açúcar cai 3,46% em NY pressionado por real mais fraco e liquidação de posições

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Moeda brasileira atingiu mínima de duas semanas frente ao dólar e estimulou vendas para exportação; perspectivas de déficit global seguem dando suporte às cotações

Os preços do açúcar encerraram a sexta-feira, 28, em queda nas bolsas internacionais, pressionados pelo enfraquecimento do real frente ao dólar e pela liquidação de posições compradas. Na ICE em Nova York, o contrato do açúcar bruto com vencimento em outubro caiu 3,46%, ou 0,63 centavo, para 17,56 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o açúcar branco para dezembro encerrou a sessão cotado a US$ 520,30 por tonelada.

Segundo o Barchart, as cotações chegaram a avançar no início da sessão, mas inverteram o movimento ao longo do dia. O real atingiu a menor cotação em duas semanas frente ao dólar, cenário que favorece as vendas externas dos produtores brasileiros e aumentou a pressão sobre os futuros do açúcar.

A liquidação de posições também ganhou força diante do elevado volume de posições compradas mantidas pelos fundos em Londres. Dados semanais do Commitment of Traders (COT) mostraram que os fundos ampliaram em 2.830 contratos suas posições líquidas compradas em açúcar branco na semana encerrada em 25 de agosto, alcançando o recorde de 70.766 contratos, maior nível desde o início da série, em 2011.

Apesar da queda de sexta-feira, os preços acumulam forte valorização no último mês. O açúcar bruto em Nova York chegou, durante a sessão, ao maior nível em 16,5 meses, enquanto o açúcar branco em Londres havia atingido na quinta-feira a máxima de 17 meses.

Déficit global segue no radar

As perspectivas de menor disponibilidade global continuam entre os fatores de suporte ao mercado. O Observatório do Mercado de Açúcar da União Europeia projeta que a produção do bloco na safra 2026/27 deverá cair 19% em relação ao ciclo anterior, para 13,4 milhões de toneladas.

A Green Pool Commodity Specialists, por sua vez, passou a projetar déficit global de 3,2 milhões de toneladas de açúcar em 2026/27. Outras consultorias também trabalham com oferta inferior à demanda no próximo ciclo. A Covrig Analytics estima déficit de 300 mil toneladas, enquanto a StoneX projeta 1,7 milhão de toneladas. A Czarnikow estima déficit de 100 mil toneladas.

Na Índia, outro importante produtor mundial, as condições climáticas também permanecem no radar. Segundo o Departamento Meteorológico da Índia, as chuvas acumuladas das monções estavam 13% abaixo da média até 26 de agosto. O déficit, entretanto, diminuiu significativamente em relação ao fim de junho, quando as precipitações estavam 42% abaixo do normal.

O órgão meteorológico indiano já havia indicado que as chuvas de agosto e setembro provavelmente ficariam abaixo da média. O Ministério de Ciências da Terra da Índia também alertou que a temporada de monções deste ano pode ser a mais fraca dos últimos 11 anos.

Com informações da Barchart

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