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Açúcar: expectativas de oferta abundante pressionam preços do açúcar

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Os preços do açúcar na terça-feira fecharam em baixa e registraram mínimas de uma semana e meia. Na semana passada, as expectativas de um excedente global de açúcar pesaram sobre os preços. Os contratos de açúcar bruto com vencimento em julho fecharam em baixa de 0,11 centavo de dólar, ou 0,6%, indo a 17,34 centavos de dólar por libra-peso. Por sua vez, os contratos mais ativos do açúcar branco caíram 0,5% na sessão, para US$ 487,10 por tonelada.

Os traders disseram a Reuters, que o clima no Centro-Sul do Brasil estava predominantemente seco, permitindo que a colheita de cana tivesse um bom progresso neste mês, após atrasos causados pelas chuvas durante a segunda quinzena de abril.

Os sinais de uma maior produção mundial de açúcar são negativos para os preços. Em 6 de maio, o Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do USDA previu que a produção de açúcar da Índia em 2025/26 aumentaria 26%, citando chuvas de monções favoráveis ​​e aumento da área cultivada com açúcar.

De acordo com análise de Arnaldo Corrêa, analista de mercado e diretor da Archer Consulting, a demanda global por açúcar anda lenta. “Tirando a China, que aparece de vez em quando como aquele cliente que só entra na loja quando tem promoção. Sempre que os preços caem para a faixa dos 17–17.50 centavos por libra-peso, lá vêm os chineses garantir seu estoque, criando um suporte técnico visível no gráfico (e palpável no mercado)”, disse em seu comentário semanal.

Segundo ele, o problema são os tailandeses, que, quando os preços se aproximam dos 18 centavos, “entram vendendo com gosto, fixando seus contratos e jogando um balde de água fria em qualquer tentativa de recuperação. Resultado? O mercado virou um pêndulo: de um lado, compradores oportunistas; do outro, vendedores estratégicos. E nós, no meio, assistindo a esse vai-e-volta como quem vê uma partida de tênis sem saber quem vai vencer o set. O Brasil deve ter no máximo 20% ainda para fixar nessa safra 2025/2026, grande parte contra o vencimento março/26”, adiciona Corrêa.

Do lado da oferta, a moagem de cana no Centro-Sul continua sendo a variável mais observada. A percepção atual, segundo o analista da Archer, é de que, mesmo com uma recuperação gradual nas próximas quinzenas, os números dificilmente terão força suficiente para mudar a direção dos preços no curto prazo.

“Mas como já repetimos por aqui quase no volume máximo, seguimos acreditando que uma recuperação mais robusta pode dar as caras entre julho e agosto. Talvez não venha com fanfarra, mas deve chegar com consistência, à medida que o mercado enxergar mais claramente os limites da oferta, o impacto do clima e, quem sabe, uma reação da demanda fora da China. Nossa visão é um mercado entre 19 e 24 centavos de dólar por libra-peso no segundo semestre. Até lá, seguimos monitorando o mercado como bons estrategistas: com atenção aos detalhes, paciência com o barulho e um pouco de cafeína para aguentar os solavancos”, disse.

Natália Cherubin com informações da Barchart e Reuters 

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