Chuvas no Centro-Sul e cortes nas projeções para Brasil e Índia sustentam o mercado, enquanto dólar forte limita ganhos
Os preços do açúcar encerraram a quarta-feira sem direção única, segundo a Barchart. Em Nova York, o contrato março/27 do açúcar bruto avançou 0,01 centavo, ou 0,05%, enquanto o açúcar branco dezembro/26, negociado em Londres, recuou US$ 0,80, queda de 0,14%.
Durante a sessão, o açúcar bruto atingiu a maior cotação para o contrato mais próximo em 19 meses, enquanto o açúcar branco alcançou a máxima em 22 meses.
As chuvas no Centro-Sul do Brasil seguem entre os principais fatores de sustentação. As precipitações vêm atrasando a colheita da cana-de-açúcar e provocando interrupções na moagem das usinas, restringindo a oferta.
Parte dos ganhos, porém, foi devolvida ao longo do dia. Segundo a Barchart, a valorização do dólar aumentou a pressão de liquidação de posições compradas nos contratos futuros de açúcar.
USDA reduz projeções para Brasil e Índia
O mercado também encontrou suporte após o Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA/FAS) reduzir suas estimativas para a produção de açúcar em 2026/27.
Para o Brasil, a projeção passou de 42,5 milhões para 42,2 milhões de toneladas. Na Índia, o corte foi mais expressivo, de 33,6 milhões para 29,5 milhões de toneladas, diante de condições climáticas adversas.
A perspectiva de déficit global também segue dando suporte às cotações. A Organização Internacional do Açúcar (ISO) projeta déficit de 200 mil toneladas em 2026/27, ante superávit estimado em 1,1 milhão de toneladas em 2025/26.
Na Tailândia, a Thai Sugar Millers Corporation estima que a produção possa recuar 17% na comparação anual em 2026/27, para 10 milhões de toneladas. O país é o segundo maior exportador mundial de açúcar.
Com informações da Barchart


