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Açúcar: preços despencam à medida que as preocupações com a oferta diminuem

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Os preços do açúcar caíram na quarta-feira para o menor nível em 5 meses, uma vez que a diminuição das preocupações com a oferta de açúcar alimentou a venda de futuros de açúcar por fundos. Os preços do açúcar caíram acentuadamente na semana passada, depois que a Conab aumentou na última quarta-feira sua estimativa de produção de açúcar no Brasil para 2023/24 em 15%, para 46,9 milhões de toneladas, de uma estimativa de agosto de 40,9 milhões de toneladas.

O contrato do açúcar bruto com vencimento em março fechou em queda de 7,9%, a 23 centavos de dólar por libra-peso, o menor preço desde o início de julho. O açúcar branco também despencou. O contrato com vencimento em março caiu 6,9%, para US$ 643,60 por tonelada, uma mínima de cinco meses.

Também pesou sobre os preços do açúcar a fraqueza do petróleo bruto, já que os preços do petróleo bruto caíram na quarta-feira mais de 4%, para o mínimo de 5 meses. Os preços mais fracos do petróleo bruto subcotaram os preços do etanol e podem levar as usinas de açúcar do mundo a desviar mais moagem de cana para a produção de açúcar do que o etanol, aumentando assim a oferta de açúcar.

O Brasil aumentou sua produção de açúcar este ano, já que a Unica informou na segunda-feira passada que a produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil na primeira quinzena de novembro aumentou 30,9% a/a para 2,19 milhões de t e que a produção de açúcar na safra 2023/24 até meados de Novembro subiu 23,1% ano a ano para 39.412 milhões de t. Além disso, 49,41% da cana moída foi utilizada para a produção de açúcar este ano, um aumento em relação aos 45,97% do ano passado. Enquanto isso, o Brasil exportou 3,7 milhões de toneladas de açúcar em novembro, marcando um novo recorde para o mês.

Segundo a Reuters, notícias da Índia sobre uma possível ação do governo para aumentar a produção de açúcar em detrimento do etanol também colocaram mais pressão sobre o mercado.

Informações da Barchart e Reuters

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Episódio 24: A irrigação será indispensável para o futuro da cana-de-açúcar?

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