Mercado foi sustentado por compras técnicas e por menor produção de açúcar no Centro-Sul brasileiro até maio
Os contratos futuros do açúcar encerraram a última sessão em alta nas bolsas internacionais, recuperando parte das perdas acumuladas nas últimas semanas. Na Bolsa de Nova York, o contrato julho do açúcar bruto avançou 0,52%, enquanto o açúcar branco negociado em Londres registrou alta de 0,16%.
O movimento foi impulsionado principalmente por compras técnicas de investidores que haviam apostado na queda dos preços, em um cenário de consolidação após o mercado atingir os menores níveis dos últimos dois meses em Nova York.
O mercado encontrou suporte adicional nos dados divulgados pela UNICA, que apontaram produção de 6,838 milhões de toneladas de açúcar no Centro-Sul do Brasil até o fim de maio, volume 2% inferior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior. Segundo a entidade, parte da cana processada foi direcionada para a produção de etanol, reduzindo a disponibilidade do adoçante.
Apesar da recuperação, os ganhos foram limitados pela forte queda do petróleo. O recuo da commodity reduz a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis e pode incentivar usinas ao redor do mundo a direcionarem uma parcela maior da cana para a fabricação de açúcar, aumentando a oferta global do produto.
Nos últimos dias, o mercado também foi influenciado pela redução das preocupações com eventuais interrupções logísticas no Oriente Médio após a reabertura do Estreito de Ormuz. A normalização da rota tende a reduzir custos de transporte, seguros e energia, fator considerado baixista para as commodities agrícolas, incluindo o açúcar.



