Home Últimas Notícias Açúcar recua com temor de queda na demanda chinesa, mas dados do Brasil e posição dos fundos limitam perdas
Últimas Notícias

Açúcar recua com temor de queda na demanda chinesa, mas dados do Brasil e posição dos fundos limitam perdas

Compartilhar

Os preços do açúcar devolveram os ganhos iniciais nesta quinta-feira e encerraram o dia sem direção única, com o contrato em Nova York recuando após atingir a máxima de três semanas.

Especificamente, o contrato de açúcar bruto com vencimento em março fechou em queda de 0,18 centavo, ou 1,2%, indo a 14,41 centavos por libra-peso. Nesse sentido, o contrato mais próximo de açúcar branco subiu 0,2%, para US$ 407,90 a tonelada.

O movimento foi pressionado por preocupações com a demanda da China, após o Financial Times informar que o país estuda elevar impostos sobre bebidas com maior teor de açúcar, medida que pode reduzir o consumo da commodity no mercado chinês.

Apesar da pressão externa, os fundamentos no Brasil seguem oferecendo suporte às cotações. Segundo a Unica, a produção de açúcar na região Centro-Sul na segunda quinzena de janeiro caiu 36% na comparação anual, totalizando apenas 5 mil toneladas no período.

No acumulado da safra 2025/26 até janeiro, entretanto, a produção do Centro-Sul apresenta alta de 0,9% em relação ao ciclo anterior, alcançando 40,24 milhões de toneladas. O mix açucareiro também avançou: a proporção de cana destinada à fabricação de açúcar subiu para 50,74% em 2025/26, ante 48,14% na safra 2024/25.

Outro fator monitorado pelo mercado é o posicionamento dos fundos. Uma posição excessivamente vendida nos contratos futuros em Nova York pode abrir espaço para um movimento de recompra técnica.

O relatório semanal Commitment of Traders (COT), divulgado na última sexta-feira, mostrou que os fundos ampliaram suas posições líquidas vendidas em 14.381 contratos na semana encerrada em 17 de fevereiro, elevando o total para um recorde de 265.324 contratos líquidos vendidos — o maior volume desde o início da série histórica, em 2006.

Superávit global segue no radar

No dia 12 de fevereiro, os preços do açúcar atingiram o menor patamar em 5,25 anos nos contratos mais próximos, refletindo as preocupações com a continuidade de um superávit global.

Em 11 de fevereiro, analistas da trading Czarnikow projetaram superávit global de 3,4 milhões de toneladas na safra 2026/27, após excedente estimado em 8,3 milhões de toneladas em 2025/26.

A consultoria Green Pool Commodity Specialists afirmou em 29 de janeiro que espera superávit global de 2,74 milhões de toneladas em 2025/26 e excedente de 156 mil toneladas em 2026/27.

Já a StoneX indicou em 13 de fevereiro que projeta superávit global de 2,9 milhões de toneladas para a safra 2025/26.

O cenário, portanto, combina incertezas sobre a demanda chinesa, fundamentos mistos no Brasil e projeções de oferta global excedente, mantendo o mercado atento tanto aos dados físicos quanto aos movimentos técnicos nas bolsas internacionais.

Com informações da Barchart

Compartilhar

Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Raízen define nomes para conselhos após conversão da dívida, diz jornal

Novas companhias serão derivadas da separação dos negócios de combustíveis e de...

Cana nordeste
Últimas Notícias

Chuvas atrasam moagem de cana e sustentam preços do etanol em São Paulo, aponta Cepea

Os preços do etanol tiveram alta de mais de 2% na última...

Últimas Notícias

Áreas antes ocupadas pela cana ganham espaço para a pecuária no Nordeste

Expansão de frigoríficos e projetos de confinamento acompanha avanço da produção e...