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Açúcar recua em Nova York pressionado por petróleo e avanço das exportações da Tailândia

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Mercado acompanha perspectiva de maior oferta global, enquanto petróleo mais fraco amplia pressão sobre o açúcar

Os preços do açúcar voltaram a recuar no mercado internacional, pressionados pela queda do petróleo e pelo avanço das exportações da Tailândia. Na ICE de Nova York, o contrato julho/26 do açúcar bruto (Sugar #11 – SBN26) encerrou o pregão cotado a 14,80 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,27%. Já o açúcar branco negociado em Londres fechou a US$ 438,50 por tonelada, recuo de 0,99%.

Segundo análise divulgada pela Barchart, a pressão sobre o mercado aumentou após a forte baixa do petróleo bruto, movimento que tende a reduzir a competitividade do etanol e favorecer maior direcionamento da cana para produção de açúcar.

Outro fator baixista foi o crescimento das exportações da Tailândia, segundo maior exportador global da commodity. Entre janeiro e abril de 2026, os embarques tailandeses avançaram 29% na comparação anual, totalizando 1,6 milhão de toneladas.

Além disso, a Organização Internacional do Açúcar (ISO) elevou sua projeção para a produção mundial de açúcar na safra 2025/26 para um recorde de 182 milhões de toneladas, crescimento de 3,5% frente ao ciclo anterior. A entidade também revisou o superávit global previsto para 2,2 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior de 1,22 milhão de toneladas.

O fortalecimento do dólar frente a outras moedas também contribuiu para pressionar as commodities agrícolas ao longo das últimas sessões, estimulando liquidação de posições compradas nos contratos futuros.

Apesar do cenário baixista, o mercado segue monitorando fatores que podem limitar quedas mais intensas. Entre eles estão os riscos climáticos relacionados ao possível desenvolvimento de um fenômeno El Niño, que pode afetar a produção em importantes regiões produtoras como Brasil, Índia e Tailândia.

Além disso, investidores continuam atentos ao comportamento do mercado de combustíveis e ao mix produtivo do Centro-Sul brasileiro, especialmente diante das oscilações nos preços do petróleo e do etanol.

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