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Açúcar recua pelo segundo pregão seguido com melhora das chuvas na Índia; petróleo limita perdas

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Os contratos futuros do açúcar encerraram a segunda-feira (14) em queda nas bolsas internacionais, pressionados pela melhora das chuvas de monção na Índia, embora a forte alta do petróleo tenha reduzido as perdas ao longo da sessão.

Na Bolsa de Nova York, o contrato de outubro/26 do açúcar bruto fechou em queda de 0,87%, cotado a 14,81 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o contrato agosto/26 do açúcar branco recuou 0,86%, encerrando o dia a US$ 462,70 por tonelada.

Segundo análise da Barchart, os preços atingiram os menores níveis das últimas duas semanas, refletindo a melhora das condições climáticas na Índia. Dados divulgados pelo Departamento Meteorológico do país mostram que o déficit acumulado das chuvas de monção caiu para 19% abaixo da média até 13 de julho, avanço significativo em relação ao déficit de 42% registrado no fim de junho.

Apesar da pressão exercida pelas condições climáticas mais favoráveis, o mercado recuperou parte das perdas durante o pregão após a disparada do petróleo. O contrato do WTI avançou mais de 9%, atingindo a máxima das últimas três semanas e meia.

De acordo com a Barchart, a valorização do petróleo tende a favorecer os preços do etanol e pode incentivar usinas ao redor do mundo a direcionarem uma parcela maior da cana para a produção do biocombustível em detrimento do açúcar, reduzindo a oferta da commodity.

Outro fator acompanhado pelos investidores é o elevado volume de posições compradas dos fundos no mercado de açúcar branco negociado na ICE de Londres. Segundo os dados mais recentes do relatório Commitment of Traders (COT), os fundos ampliaram em 10.368 contratos suas posições líquidas compradas na semana encerrada em 7 de julho, alcançando um recorde de 58.131 contratos líquidos, série histórica iniciada em 2011.

Mesmo com a correção observada nos últimos dois pregões, a Barchart destaca que o mercado ainda acumula forte valorização nas últimas três semanas. O açúcar bruto em Nova York atingiu na última quarta-feira a máxima dos últimos dois meses, enquanto o açúcar branco em Londres alcançou, na semana passada, o maior patamar em aproximadamente dez meses.

A consultoria ressalta ainda que permanecem no radar do mercado fatores de sustentação para os preços. Entre eles estão a possibilidade de uma das monções mais fracas dos últimos 11 anos na Índia, o avanço do fenômeno El Niño — que pode reduzir as chuvas em importantes regiões produtoras como Brasil, Índia e Tailândia — e a menor produção de açúcar no Centro-Sul brasileiro em razão do maior direcionamento da cana para a fabricação de etanol.

Segundo a UNICA, a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil totalizou 6,838 milhões de toneladas até maio, queda de 2% em relação ao mesmo período da safra anterior. No mesmo intervalo, a participação da cana destinada à produção de açúcar caiu de 50,09% para 41,42%, enquanto o mix para etanol aumentou de 49,91% para 58,38%. A Barchart também lembra que a Czarnikow revisou, em junho, sua projeção para o balanço global de açúcar 2026/27, passando de um superávit de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 100 mil toneladas, diante da expectativa de maior produção de etanol no Brasil.

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